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domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Devendra Banhart.
Sinceramente, ele é um homem muito bonito. O tipo de beleza clássica em que trejeitos descontraídos sempre cairão bem. O amor de Devendra é o flerte que ele nos proporciona com o bucólico estilo boêmio de viver. Suas tatuagens, suas roupas, suas músicas, suas eras de cabelos compridos e vidas nas ruas ornam os negros cabelos sedosos, o nariz bem-feito e o maxilar quadrado que se espera de homens de negócios bem resolvidos dos filmes de hollywood. Devendra é o must, porque nos brinda com contradições muito agradáveis. A ideia dele tem cheiro de sal, canela, madeira, hortelã e frutas. Ele é leve, natural, agradável, afável, e, no entanto, sabemos que ele morde. É o jeito que seus olhos nos encaram quando esquecemos de prestar atenção nos detalhes alegóricos da pessoa de Devendra e nos concentramos apenas no que ele parece querer nos dizer.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Monstro.
Quando eu era criança conheci um homem na esquina de casa.
Vestia calças marrons e uma camiseta com dizeres populares estampados. Era
feio. Não por fora, sim por dentro. Dava pra ver a podridão da mente dele nos
olhos que me encaravam, eram olhos quentes, mas não quentes de macios e vivos.
Eram olhos quentes de malícia e raiva acorrentada. Talvez ele me odiasse. Nunca
conversamos.
Nunca quis conversar com ele, e ele... De todas as coisas
que quis fazer comigo, conversar nunca esteve em seus planos.
Ele me deu um bicho. Um bicho que cresceu em mim desde meus
nove anos e continua aqui dentro comigo. Curiosamente, nunca pensei em dar um
nome ao meu bicho. Talvez eu devesse chama-lo de Adaílton. É uma coisa feia que
me consome e eu gostaria que não fizesse parte de mim, mas às vezes afago esse meu
bicho. E, às vezes, quando suas presas não pressionam meu coração, sinto um
grande incômodo. Sei que é paradoxal, mas a ausência de dor me dói. Meu bicho
cresce porque eu sempre fui um bom pasto pra esse bicho. Mesmo antes de
conhecer o Adaílton.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Eu amo os homens. E por muito tempo achei que eram superiores. Por muito e muito tempo achei que eu devia agradá-los e me adaptar para ser aceita - quase como se eu mesma não importasse tanto... Minto, eu não importava mesmo. Eram aqueles homens, certos e misteriosos, de longos cabelos e modos rudes - ainda que cultos, - homens de maxilares e veias fortes do trabalho e da sabedoria masculina, inexplicada, que deveriam ditar quem eu era. Eu deveria ser a mulher que estes homens gostassem, supostamente. Fina. Branca. Delicada. Pequena. Mimosa. Pura. Sem máculas.. Ah, logo eu, sem máculas...
Hoje não. Hoje construo um lugar na minha vida onde somente quem sou me importa. Onde eu; Grande, Forte, Laranja, Robusta, Viva, Ensandecida e com minhas máculas (justo estas que me fazem melhor) é que importo. Não serei a mulher que os homens querem. Serei minha mulher e meu homem. Do jeito que eu me quero e me gosto. Serei uma festa em mim. Me completarei.
Hoje não. Hoje construo um lugar na minha vida onde somente quem sou me importa. Onde eu; Grande, Forte, Laranja, Robusta, Viva, Ensandecida e com minhas máculas (justo estas que me fazem melhor) é que importo. Não serei a mulher que os homens querem. Serei minha mulher e meu homem. Do jeito que eu me quero e me gosto. Serei uma festa em mim. Me completarei.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
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