qualquer coisa grite meu nome:

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domingo, 7 de novembro de 2010


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

does not matter what they say, i am not buk.

Tinha aquele hábito admirável, de combinar seus espartilhos de outra época com calças apertadas, que salientavam as curvas de seu corpo. Fossem outros dias, talvez meses atrás, eu a rejeitaria firmemente, evitando seus lábios carnudos que me retesavam os músculos do corpo. Mas não agora. Eu a procurava, mesmo que tudo estivesse certo, mesmo que eu tivesse acordado bem e meu dia transcorrido tranquilo. Eu a procurava sedento por seu sexo, com a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, ela me traria problemas. O que eu mais amava naquela garota era a certeza de que ela me foderia. Por inteiro e de todas as formas que se pode foder alguém nessa vida. Eu era um suicida.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

House Of Red Sorrow

Repousando sobre a mesa, o brilho prateado do revólver seduzia. A vontade de fazer qualquer coisa era brilhante, embutida no cano longo daquela arma. Sentado na poltrona, descalço, ele observava as nuvens pela janela, falava sozinho, recitava uns trechos empoeirados de um conto esquecido há muito. Não se importava com os dias, as horas, não ligava para o meio-ambiente, não conhecia ninguém. Amava a extrema solidão. Havia cacos de vidro por todo o apartamento e a maior parte deles tinha aquele tom de garrafa velha de cerveja, alguns manchados de sangue. Não havia, entretanto, nenhuma gota de líquido desperdiçado no chão. A agulha da vitrola pulava no canto direito da sala. Ele levantou, cruzou a distância lentamente e repôs a agulha na primeira seção do disco. O som encheu o ar de vibratos e ele cortou o pé enquanto voltava para a poltrona. Em algum lugar da cidade ele sabia que alguém ria, mas se sentia bem assim mesmo. Seu revólver ainda cintilava, os mortos já estavam todos mortos, e tudo estava bem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


Às vezes a faculdade me serve pra alguma coisa.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

hello mom, i love you.

Mãe, acho que eu finalmente entendi que não posso cobrar que você seja algo que simplesmente não é. Poxa, se eu entendo meus amigos que não lêem, meus parceiros que não desenham, se entendo quem não conhece o Tom Waits ou não têm idéia de quem seja o Bukowski, porque sempre foi difícil ter uma mãe contadora tão "sem sonhos" como você? Porque nenhum deles era meu referencial como você sempre foi.
Talvez eu só esteja fazendo um pouco de drama, mas sempre vivi sozinha, porque você estava lá, mas não estava e não é sua culpa. Eu sei que você tentou muito (como ainda tenta) e sei que no fim você fez o melhor que pôde. No duro, foi só incompatibilidade nossa, erro crasso do destino. Afinal, como esperar que um cisne fosse um ótimo tutor para um filhote de corvo? A natureza não nos permitiu essa permuta.
Filha da puta essa natureza. Porque eu te amo tanto ._.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Visitem o blog Famous People Smoking Cigarettes já !

A minha geração é de um pró-saúde que me assusta, abominam algumas coisas como cigarro e bebidas com o extremismo dos xiitas. Galera, não me levem a mal, vocês que são vegans-healthies-odeio-cigarro-etc, mas eu ainda acho que uma das coisas mais sexy yeah do planeta é uma boa carona de mau com aquela fumaça em volta, sério. E cada um faz o que bem entende com o corpo que tem, é ou não é ? E venhamos e convenhamos, alguns desses corpos aí de baixo me deixam louca. Sem mais.


Sean Penn

Tom Waits (♥)

Sophia Loren

Hugh Laurie

Matthew Perry

Traci Lords

Tom Waits (♥)

Angelina Jolie

Colin Farrel

Jim Morrison (♥)

David Carradine

Keanu Reeves

Helena Bonham-Carter (♥)

Gary Oldman (♥)

Marlene Dietrich (♥)

Joaquin Phoenix

Keith Moon (♥)

Anne Hathaway

Sam Peckinpah

Charles Bukowski (♥)

Ian Curtis (♥)

Frida Kahlo

Denis Hopper

Billy Bob Thorton

Tom Waits (♥)

Paul Newman

Ringo Starr (♥)

Javier Bardem

Mick Jagger (e uma de suas muitas amigas).

Adrien Brody

Charlotte Gainsbourg

Jimmy Page (♥)

Penélope Cruz (♥)

Robert Downey Jr.

Viggo Mortensen

Bob Dylan

Charles Bukowski (♥)

Tom Waits
Tom Waits (♥)



quinta-feira, 24 de junho de 2010

PDF Charles Bukowski - download it NOW !

If you're losing your soul and you know it, then you've still got a soul left to lose.

Às vezes eu me acho um bocado Charles Bukowski, até escrevo como se fosse ele.


A maior parte dos homens que eu conheci tinha vidas de merda, vidas que não valiam lá muita coisa. Até eu. E o telefone toca de novo, me interrompendo. Eu odeio o telefone. Essa burocracia. É de se pensar, fora do sério, o que acontece se uma vez na vida eu simplesmente fingir que não escuto? Mas sou um cagão, seguro o máximo que é possível, mas sempre atendo antes do último toque, sou um cagão. E escuto a mesma voz vazia, zangada “você fez o que eu mandei? tem que mandar isso rápido pra ele e essa porra ainda vai demorar pra caramba!” Porra, que me interessa? Sei que é meu trabalho e não tenho nada contra o trabalho, é até digno e uma coisa capaz de engrandecer um homem se é decente e feita da maneira certa, mas que merda que meu chefe liga tanto e me atrapalha a vida mandando eu fazer um milhão de vezes a mesma coisa? Ele acha que eu sou um cagão. E eu sou mesmo.

Que tipo de vida imbecil é essa em que você tem que escolher entre ser minimamente feliz e decente ou simplesmente sobreviver?

Abro mais uma cerveja. O telefone toca de novo. Eu não o atendo pelo menos antes do último toque. Tem coisas que nunca mudam. Os homens ainda levam vidas de merda, e eu ainda sou o maior cagão que já existiu.

domingo, 6 de junho de 2010

truman capote: jet set internacional
charles bukowski: jet set marginal
jack kerouac: jet set da auto estrada


mas no fundo são todos iguais porque escrevem sob o mesmo pecado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ereções, ejaculações e exibicionismos - parte 2

- O que é que você prefere ? Ser rico ou ser artista ?
- Prefiro ser rico, pois parece que o artista está sempre sentado diante da porta dos ricos
-
você também não gostaria de ser Charles Bukowski ? sei pintar, inclusive. levantar pesos. e a minha filhinha pensa que sou Deus.
mas tem outras horas em que não vale a pena.
-
e eu conheço outro cara que diz que "não há nada de errado com a guerra". mas, puta que pariu, eu preciso continuar alimentando as minhas neuroses e preconceitos porque é só o que eu tenho pra me defender. Não gosto de drogarias, nem de bares de universidade, de pôneis Shetland, da Disneylândia, de guardas que andam de moto, de iogurte, dos Beatles, do Charles Chaplin, de persianas e daquela baita mecha de cabelo maníaco-depressivo que cai na testa do Bobby Kennedy... puta merda -me virei pro profe-, este cara aqui edita meus livros há dez anos, centenas de poemas, e NEM SEQUER SABE QUEM EU SOU!

sábado, 1 de maio de 2010

ham on rye -

"Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesses por nada. Não fazia a mínima idéia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível. Talvez eu fosse retardado. Era possível. Freqüentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. Sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Café da manhã para um, por favor.

if sadness is a hunter, you are the hunted. be smart and get away with your own hands
      Ela acordou. Seu braço esquerdo por sobre o rosto. Era visível o quanto havia se mexido de noite: todos os lençóis e travesseiros e almofadas e tudo o mais que havia na cama bagunçado. Inclusive ela, por dentro.
      Sentou e pôs um dos pés no chão. De certa forma era frio, mas ela não ligava porque nada poderia ser mais frio do que a ausência que sentia. Calçou suas velhas pantufas, cinzentas pelo descaso do tempo e da dona. Foi para a pequena cozinha do apartamento velho, que agora era só seu e de mais ninguém. Tratou de por o café no fogo, nada mais no mundo lhe dava a energia que precisava, não mais.
      O céu lá fora era daquele tipo amarelado que outrora a convidava a sair e se divertir, ler livros nos sebos, andar pela cidade, gastar as botas. O tipo de coisa que ela aprendera com seus ídolos de papel, Kerouac, Bukowski, Ginsberg, essas coisas. Mas hoje não. Hoje era insuportável pensar em sair de casa e encarar as outras pessoas lá fora. Todos aqueles casais que se divertiam, aquelas famílias, em todos os cantos do mundo pessoas que lembravam que agora ela estava só, que não tinha mais uma ligação. Tudo isso doía e por isso ela não saía.
      A água ferveu, o café foi coado, ela encheu a xícara vermelha que ganhara no natal e foi para a sala, se jogou no sofá. Ficou um tempo olhando o céu, refletindo sobre a vida. Bebendo seu café. E então ela desistiu de esperar que o sentimento fosse embora, era melhor aprender a conviver com as coisas que haviam ali dentro dela. Deixou o café sobre a mesa, foi para o quarto e se vestiu decentemente pela primeira vez em cinco dias de solidão absoluta.
      Pôs sua calça jeans mais surrada, a que um dia havia sido dele, e uma blusa qualquer e as indefectíveis botas vermelhas e sorriu. O primeiro sorriso realmente espontâneo em alguns meses. Pegou as chaves de sua moto, passou pela sala e matou o último gole de café. Parou por um instante, tempo suficiente para ver uma das fotos que ainda estavam ali, uma foto dos dois juntos e rindo, um fragmento da velha felicidade que estava lá no começo de tudo. A felicidade que ela achava que ainda podia sentir, simplesmente por tê-lo tido um dia.
             - Meu amor, me desculpe por desistir de nós dois, mas hoje eu decidi aprender a levar minha vida sem você.
      Beijou a foto e saiu pela porta, em direção à um novo horizonte...

quarta-feira, 17 de março de 2010

bebendo waits; comendo bukowski; vivendo

all the greats together
A maior parte do mundo estava doida.
E a parte que não era doida era furiosa.
E a parte que não era doida nem furiosa era apenas idiota.
Eu não tinha chance.
Só aguentar e esṕerar pelo fim.


PULP - pag. 125

domingo, 21 de fevereiro de 2010

we live like this


Born like this
(Nascido assim)
Into this
(Nisso)
As the chalk faces smiles
(Como o giz de faces sorridentes)
As Mrs. Death laughs
(Como a Sra. Morte às gargalhadas)
[...]
Born into this
(Nascido nisso)
Walking and living through this
(Andando e vivendo dentro disso)
Dying because of this
(Morrendo por causa disso)
Castrated,
(Castrado)
Debauched,
(Corrompido)
Dis­in­her­ited
(Deserdado)
Because of this
(Por causa disso)


Charles Bukowski - Dinossauria

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Buk.

Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.Faço de suas palavras as minhas, vivo como se fosse um pedaço seu, que ficou para trás. Que perigo! Será que eu não faço idéia das coisas e do mundo? Todos sabemos que é difícil e errado ser Bukowski, quando não se é de fato Bukowski. Meu alter-ego deveria ser uma pequena e feminina bailarina, ou talvez Caio Fernando Abreu, um flerte medido com a selvageria. Mas não, é do velho safado que eu gosto. É do velho safado as palavras que faço minhas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

past of pieces

this morning i woke up a little sad
Dedo mindinho esquerdo torto e quebrado, cores vibrantes nas unhas, roupas sempre confortáveis, Doors com Queen, novembro, 1967, parte Jim Morrison, parte Charles Bukowski, parte Brian Jones.

sábado, 9 de janeiro de 2010

quotes #02

"Algumas pessoas nunca enlouquecem. Que vida realmente horrível elas devem
viver" - Charles Bukowski

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ér

- E Charles Manson não é o único assassino - eu disse.
- Não. Não mesmo. Pelo menos ele os matava diretamente, não é como esses crápulas, que nos matam aos poucos e de longe - ela retrucou.
- Os impostos, o governo, a impotência e a lei seca ?
- Exato.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

pure literature.

Vou me formar em literatura, mas vou ser autoditada. Vou perseguir os homens das penas e das máquinas de escrever, porque não tenho fervor pela atualidade. Quero morrer enterrada em papel pardo e grafite gasto. Quero a companhia de Bukowskis, Faustinos, Byrons, Huxleys, Wildes e Poes... São tantos os homens de minha vida, e todas as noites os convido a passear na minha cama. Na minha mente. Pode-se dizer que armei uma farsa, para vender minha alma aos livros. Meu destino é exato e conhecido: um epílogo lamuriento e melancólico. Um final quase que brilhantemente conduzido. Um parágrafo final desgarrado de auto compaixão.