qualquer coisa grite meu nome:

quinta-feira, 15 de abril de 2010

e nem tudo na vida tem sentido.

scanner e esmalte azulrecortes de papel e celofanechave de fenda no escurosala de fotografia desmontada

music is yor only friend -

                Feche os olhos e ouça a música. Deixe que ela corra em perfeitos círculos dentro de sua mente. Em pouco, pouquíssimo tempo, ela terá te levado embora. Nada fica para trás; não há corpo, não há físico. Tudo que sobra é a sua alma, e luz. Luz num imenso buraco negro. Sempre achei que a música, e a subsequente reflexão, salvariam o mundo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

last fm -

kisses to my icons
Nostálgico dia ouvindo Zé Ramalho, chão de giz. Se eu devaneio e deixo minha percepção andar solta, ela me traz recordações engraçadas. Cheiro de sabonete, daqueles que se usa em casa. Uma fatia olfativa da infância, talvez ?

http://www.youtube.com/watch?v=8Pb5fIw3qGk

Ai, meus ícones. Meu dia-a-dia. Minhas coisas. Meus pedaços. Cores, formas, risos e sons que só eu entendo em absoluto. As horas que passam, as pessoas que são estranhas. Tudo que me cerca, tudo que me cerca..



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu choro, devagar. Calada. Choro lendo nossas conversas antigas, lembrando. Lendo nossos registros. Ai amor, mas era tão bom quando você tinha seus repentes, de dizer o quanto me amava. Eu não me sinto pronta pra te deixar ir, sair da minha vida. Na verdade eu quero que você volte cada vez mais pra dentro dela.
                                        Às vezes me sinto exatamente como o pequeno príncipe. Simplesmente andando, solitária, ao redor de um mundo que é pequeno, muito pequeno. E igualmente vazio. Onde a vaidade e o ego põem tudo a perder.

Carteiro e Carnavalesco;

o homem do carnaval
                    Um dos meus avôs era carteiro, um quase carteiro-viajante. E o outro trabalhava numa escola de samba fajuta, bem escola de quintal. O primeiro às vezes roubava as cartas que não estavam com o endereço completo, que não iam chegar ao destinatário. E as levava para casa, onde meus tios e tias as liam, e aprendiam histórias de vida que mais tarde poderiam contar como se fossem suas. Com toda a propriedade de quem sabe os fatos.
                    O segundo fazia carros alegóricos cheios de plumas e dourados, e por mais que não tenha convivido muito com sua filha, minha mãe, ela também é fascinada pelo colorido do carnaval. Eu, na verdade, às vezes acho que ela lagrima em silêncio durante os desfiles na TV. Deve ser saudade reprimida. Coisas que são despertas dentro da gente pelo signo certo.
                    Os dois bebiam muito e tinham problemas. Muitos filhos, nem todos da mesma mãe. E os dois decerto às vezes ficavam um pouco infelizes, se afundavam de leve na depressão. Porque eu sinto, muito aqui dentro de mim, que nenhum dos dois fez exatamente o que queria da vida. Talvez porque naquela época você não fosse autorizado a ler o que havia dentro da sua alma, somente o que havia fora. Talvez porque não interessasse suas aspirações e sim o que fazer com uma esposa de 16 anos e filhos pequenos para alimentar. E mesmo assim eu acho lindo os que os dois conseguiram: esse flerte com a arte. Essa coisa que passou de geração em geração, até chegar exatamente aqui.
                    E por isso eu agradeço ao carteiro e ao carnavalesco beberrões, por gerarem uma família que me ensinou a amar o mundo artístico. Da literatura, dos sonhos, mundo dos sons e das formas e cores, o mundo no qual eu vivo o tempo todo. O mundo dos dois e agora também Meu.

I am MORRISON, Jim.

oh keep your eyes on the road, gotta love your man, you ar the one.

          Ah, ninguém entende o que eu sinto. Dizem que é coisa de adolescente, mania que passa, que não fica mais. Uma procura por espelhos, essas coisas de quem não compreende o que é amar de verdade. Todo mundo insiste que quando digo amo, quero na verdade dizer que quero, uma relação carnal mesmo. O que nesse caso é impossível. Então dizem que sou louca. "Ele morreu há mais de 30 anos Marcela.." Eu sei disso muito bem, eu sei disso o tempo todo, eu não estou alucinando com uma reencarnação, eu nem acredito nessas coisas.
          O que eu digo é que compreendo, ou penso compreender todos os pedaços da alma dele, porque é a minha também. Agora sim, eu alucino. Gosto de imaginar que uma parte dos atómos dele estão em mim, eu sou sua poeira, seus restos. Ou melhor, eu tenho pedaços dele em mim, o mesmo modo de ver a vida, talvez, só que não cometo os mesmos erros. Não que eu seja a versão melhorada, é que eu aprendi, sabe. E ele não teve esse tempo certo, esse timing, extrapolou.
          De qualquer forma, eu o amo mesmo, e nem me importa que não seja recíproco. Não é a primeira nem última vez que vou dedicar meu afeto para coisas que não o devolverão. Triste ? Eu, sinceramente, não acho.

domingo, 11 de abril de 2010

eu somente posso me perguntar


porque ?

sábado, 10 de abril de 2010

Quem eu sou ?


         E eu sou o barroco dourado de curvas e volutas. O beatnick sujo de poeira vermelha. O sal do vento que corta as montanhas. Eu sou o sol que me tinge de roxo todos os dias. E sou as coisas vivas e não vivas e um eterno contradizer e reaprender, e ressurgir de mim mesma.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Café da manhã para um, por favor.

if sadness is a hunter, you are the hunted. be smart and get away with your own hands
      Ela acordou. Seu braço esquerdo por sobre o rosto. Era visível o quanto havia se mexido de noite: todos os lençóis e travesseiros e almofadas e tudo o mais que havia na cama bagunçado. Inclusive ela, por dentro.
      Sentou e pôs um dos pés no chão. De certa forma era frio, mas ela não ligava porque nada poderia ser mais frio do que a ausência que sentia. Calçou suas velhas pantufas, cinzentas pelo descaso do tempo e da dona. Foi para a pequena cozinha do apartamento velho, que agora era só seu e de mais ninguém. Tratou de por o café no fogo, nada mais no mundo lhe dava a energia que precisava, não mais.
      O céu lá fora era daquele tipo amarelado que outrora a convidava a sair e se divertir, ler livros nos sebos, andar pela cidade, gastar as botas. O tipo de coisa que ela aprendera com seus ídolos de papel, Kerouac, Bukowski, Ginsberg, essas coisas. Mas hoje não. Hoje era insuportável pensar em sair de casa e encarar as outras pessoas lá fora. Todos aqueles casais que se divertiam, aquelas famílias, em todos os cantos do mundo pessoas que lembravam que agora ela estava só, que não tinha mais uma ligação. Tudo isso doía e por isso ela não saía.
      A água ferveu, o café foi coado, ela encheu a xícara vermelha que ganhara no natal e foi para a sala, se jogou no sofá. Ficou um tempo olhando o céu, refletindo sobre a vida. Bebendo seu café. E então ela desistiu de esperar que o sentimento fosse embora, era melhor aprender a conviver com as coisas que haviam ali dentro dela. Deixou o café sobre a mesa, foi para o quarto e se vestiu decentemente pela primeira vez em cinco dias de solidão absoluta.
      Pôs sua calça jeans mais surrada, a que um dia havia sido dele, e uma blusa qualquer e as indefectíveis botas vermelhas e sorriu. O primeiro sorriso realmente espontâneo em alguns meses. Pegou as chaves de sua moto, passou pela sala e matou o último gole de café. Parou por um instante, tempo suficiente para ver uma das fotos que ainda estavam ali, uma foto dos dois juntos e rindo, um fragmento da velha felicidade que estava lá no começo de tudo. A felicidade que ela achava que ainda podia sentir, simplesmente por tê-lo tido um dia.
             - Meu amor, me desculpe por desistir de nós dois, mas hoje eu decidi aprender a levar minha vida sem você.
      Beijou a foto e saiu pela porta, em direção à um novo horizonte...

sick boy


O tipo de homem que me nauseia, sim, nauseia. É exatamente o tipo ao qual você pertence. Suas roupas, eca, suas roupas, as odeio intensamente. Esse seu ar de deboche, sua postura de EU SOU FODA, mal você sabe que não passa de um tosco. Um tosco. Por favor meu filho, vá aprender um pouco com meus ícones. Aprenda a ser gostoso com Morrison, Banhart, Page, Depp, e muitos etc aqui. Vê se larga mão de achar que sua amiga, eu nem gosto de você de verdade, só que sou educada demais pra dizer.. Pra mandar você ir pra m.. É.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

sun shines

you look to the sky
and the sun shines

it's morning telling you
that gorgeous day is true

poison atmosphere of love

Sabe aquela fase triste dos romances quase acabados ? Quando você guarda a outra pessoa em pedaços dentro da sua mente ? Seria muito dificil lembrar de tudo, do ser inteiro. E por isso você lembra somente das pequenas partes. Dos braços, bonitos. Da barba, mal-feita. Da voz que sempre ecoava por dentro do seu corpo, toda vez que ele falava aquelas coisas..
Já não se lembra mais dos dias transcorridos monótonos e tediosos, dos dias de briga. Lembra daquelas horas poucas a se salvar, os dias gloriosos. O ser humano é engraçado por fazer essa edição mental, a fim de salvar um resquício de afeto pelo outro. Afinal, seria insuportável perceber, depois de tanto tempo, que se amou uma pessoa de todo terrível. É melhor mesmo guardar pequenos pedaços. Pedaços que evitam o desrespeito e a crueldade em fim de amores.

Pedaços que fazem com que eu volte a te amar de novo.

and still i love you, bitch.

A vida te deprime, de uma forma ou de outra velho. Todas as vezes que você fica ausente, eu sei, eu sinto, que você tá escrevendo aquelas coisas tristes sobre morrer e tudo o mais. Às vezes no pobre bloco de notas, às vezes no caderno, às vezes na sua própria pele. E me dói saber que eu fico longe e que não posso te fazer rir nessas horas mais tristes. Sei lá. Nossa história me parece mais longa do que realmente é. Talvez porque nós dois tenhamos as almas mais velhas do mundo. Você acredita nisso ?

terça-feira, 6 de abril de 2010

:x

Eu insisto demais em ter você perto de mim. Eu sei.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

no messenger com amanda eu quero mais é ser feliz;

Summer of Love - Second Part


Então - pensou Kay, enquanto terminava de amarrar as botas de caminhada - eis o que você é hoje: uma pessoa cujos relógios pararam, e que, por conta disso, sabe a hora pelo tipo de gente ferrada que passa em frente ao seu trailer. Mas pouco importa, logo é hora de ir embora daqui também e você vai ter que aprender a saber as horas de outra forma. Talvez observando os pássaros - E ela terminou de se vestir, abriu a porta do trailer e saiu para a noite fria de novembro.

Summer of Love - First Part

summer of love                 San Francisco, 1968.
       A temperatura amena, jovens pelas ruas, flores no cabelo. Pouca roupa, muita música, ácido, ervas e amor. Amor pelas coisas, pelas pessoas, pelo tempo, amor pelo mundo. Amor por homens e mulheres. Foi nesse verão que eu nasci, respirando os ares de um novo mundo. Cresci rodeada pela boa música, pelo espírito revolucionário. Cresci cheia de ideais, cheia de afeto, cheia de vida.
               Sou filha do verão do amor.
                    Alice Slick Morrison.



                                       ♫♪

domingo, 4 de abril de 2010

can't touch this.

sábado, 3 de abril de 2010

oh my godness


ninguém tem a devida noção do quanto eu amo você, devendra :*

sexta-feira, 2 de abril de 2010

losing control


Sexta feira, 03h 11min da manhã, ouvindo recortes de Queen com Robert Plant e Marvin Gaye. As madrugadas passam assim por aqui, nesta tribo de ninguém. Quando não ouvindo, vendo, assistindo ou lendo histórias estranhas de lugar nenhum. A gente tem sempre uma sede por livros coloridos, filmes esquecidos, músicos aborrecidos com o dia-a-dia nacional, ou local, ou global. Tanto faz, na verdade, desde que aborrecidos com alguma coisa. E escrevendo canções tristes sobre estar aborrecido. Canções que tentam modificar o mundo, mais do que ganhar dinheiro. Eu gosto das pessoas que fazem o que fazem porque não conhecem outra forma de vida, e não daquelas que só desejam alguma coisa podre como poder e dinheiro e cartões e luxo. Agora começou uma daquelas tristes músicas de Ian Curtis e sua Joy Division. Tristes mas belas, porque quem foi que disse que só o que é alegre é bonito? Eu talvez seja a melhor pessoa para dizer que muitas vezes é a melancolia, o feio e o torto, que nos ganha. Quem nunca amou um dia roxo, um pouco deprimido? Quem só gosta do que pula e vibra por decerto é vazio e inseguro, e tem medo de se contaminar com o que há de mais depressivo no mundo. Porque quando se é grande de verdade, o que é triste vira combustível para nossas alegrias. Para as reflexões desmedidas. Os grandes não se contaminam, absorvem e transformam. Os grandes aprendem com a vida.

Existência. Bom, o que é que importa? Eu existo da melhor maneira que posso.

banhart ILY


tell me something, do you like him as he likes you ? that guy loves you.

cherokee

ooh ba loomba dig it a holeTem coisas das quais sou absurdamente fã, e minhas origens eu nunca nego. Desenhos do tempo, reflexos quase vivos nas paredes amareladas pelo mofo. Quase todas as histórias de vida podem ser contadas pelos anos, pelas rugas, pelos cabelos brancos. E porque eu seria diferente? Uma vez me disseram que eu era transversal, e eu tenho que concordar com isso.

fuck you

fuck you hard
Coisas a falar, cartas a escrever, pessoas a evitar, regras a seguir. Vontade de acabar com tudo isso, pura e simplesmente. Mandar o mundo inteiro à merda. Vão à merda. As minhas músicas vocês dizem que não entendem e os meus textos, que não compreendem. Se afundam em litros de vodka barata e batizada com limão, e quilos de papel barato com vampiros idiotas descritos por velhas burras. Não sei não, se a minha geração é isso que vejo, nasci na época errada, mesmo.
Deveria ter vivido uns anos atrás, entre beatnicks e hipsters, no Woodstock baby. No Woodstock. Nas ruas, na chuva, na terra, no asfalto, em qualquer lugar não exato, entre caminhões e poeira de viagem. Sei lá. Só entendo que odeio tudo isso que passa ao meu redor, a 150 km por hora. Tão rápido pra chegar a lugar nenhum. Lugar nenhum mesmo. Tenso..

quinta-feira, 1 de abril de 2010

amar é se despir...

again and again

aos olhos do mundo.

Tecido Hematopoético.

transceda, transgrida, transmita
Deixe que sua células vibrem, que o ar ao seu redor se infeste do gosto de sangue. Imagine seu próprio corpo, vivo, fazendo poesia com seus pedaços de carne e vasos de linfa.
Figure seu plasma, e suas hemácias, procurando-se, encontrando-se, consumando a fagulha que alimenta a caldeira humana. Vida. Ilustre o fim de suas células bicôncavas, no cemitério chamado baço. O que vive há de morrer, e renovar-se. O homem é um ciclo.
Abra seus braços, estique seus nervos. Mexa-se. Deixe que seu dom maior sobressaia, pense. Viva. Cante, dance, leia, pinte. Passe pelo mundo deixando seus registros, utilizando sua maior ferramenta. Seu corpo. Seus tecidos. Suas células.

terça-feira, 30 de março de 2010

nothing at all

Gente, eu ando com sono. Muito sono mesmo...





zzzZzzZzZzZzZzZzZzZzZzZzZzZzZzZzZZzZzZzZzzz

segunda-feira, 29 de março de 2010

shiny happy people


pessoas coloridas demais são estranhas, mas eu até gosto. sei lá..

may may may sweet may"

meu lindo (L)

but still i hope

Everybody laughs at teacher’s face. Silly people stay touching another’s hairs. The thin lizzys sleep on their chairs. That is all so boredom, so boredom that I know I should get away before of the death of my cosmic energy. My precious cosmic fucking energy is being drained by these idiot, stupid, sucker vampires. I HATE ALL YOU PEOPLE THAT LIVE ON A LITTLE ORDINARY WORLD OF MANGO’S TREE AND AÇAÍ...
…including myself.

domingo, 28 de março de 2010

pequeno raimundo;



terei uma rixa inestimável
com esta crista vermelha e
dourada
que vem me roubar
a insônia da madrugada
por entre gorgolejos entrecortados,
penas azuis e patas de
três garras.


o galo.


eu que costumava ter
o silêncio absoluto
vejo que este é o
nascer de um
novo dia
como o raiar de
horas perdidas
soterradas sob o senso
comum e o trabalho
superestimado.

o h m y d e p p i n e s s



You are so deeply inside of me and so deeply part of me that nothing you do can be separated of what I feel. Of what I need, of what I see, of what I dream, of what is my smell made of. You and me, we are bound to be together, forever, like two virgins with no rings. Like two virgins with no flags and no land. WE ARE BORN TO BE LIKE THIS LOVER INSANITY. You and me, always you and me.

with love from me to you:

that kind of shot at love only happens once
Jimbo:
Eu me prometi que ia te fazer um depoimento meio que declaração, saca? Até fiz rascunho, OE, mas assim, acho que nem preciso dizer muita coisa aqui mas é mais ou menos assim UAHUAH, eu te amo, desde o momento que eu te conheci lá nos milênios passados tipo, em 1965 por aí, e até hoje, eu ainda te amo e vou continuar amando até amanhã mas depois aí eu nem sei mais, sou enjoado /voke, tá mentira até depois de amanhã, mas aí depois sei lá, /VOKE, mentira pra sempre, sei lá é que sempre é uma palavra estranha (*hum), e eu sempre te amei, desde os primórdios e acho difícil deixar de amar, eu sei que não tô falando porra com porra mas eu acho que é assim que eu fico quando tô contigo, não falando porra nenhuma com porra nenhuma, e daí se eu tô falando muito palavrão agora? Problema meu tá? /voke E é o seguinte eu te amo mais que todo mundo desse mundo azul e do mundo preto, real (?)


Um dia a gente foi assim, agora não mais. E daí? Talvez daqui a anos a gente volte ao marco zero, talvez não. Mas ainda assim, eu gosto de você. E ainda assim eu me importo. E ainda assim a vida é imprevisível demais pra brincar de roleta russa. Um beijo no seu coração, onde quer que ele esteja agora. Com quem quer que ele esteja agora. E quem sabe um dia ele não volta a ser meu?

sábado, 27 de março de 2010

you know druge..

believers never die
Minha vontade é viver assim, ouvindo música, usando o computador. Marcando fotos lindas no we heart it, comendo pipoca. Sei lá. Em muitos aspectos eu afundo, mergulho na introspecção e em outros pareço uma criança saltitante. Sou tão dualista :~
Mas tem coisas que permanecem, que eu sempre gosto e admiro, não importa em que pólo esteja. Garotos que fumam e garotas que fumam. Um olhar daqueles que penetram a gente e aí fodeu porque é samba, macarena, música animada nas veias, essas coisas. Amigos animados, amigos recatados, amigos adorados, sabe...


Sei lá, é perder tempo explicar a vida ao invés de viver.

love sucks, love hurts, love.. fucks you.

do you remember when we were as this?
because of that i am going home
going home my love
no one knows what is to be so sad and so alone
going home baby, going hoooo-ooome

i cry for what they said
i know its only true
no one hides the game
and hurts to love you

you shine
you are mine
your blood is aching
all the time

you feel
your peel
burning down and still
Still you don’t move anywhere


what the fucking are you thinking ?

Um dia daqueles, quando sobe quente o sangue na garganta.

why to choose if you can have both?
Decidi duas coisas na minha vida:


- A primeira é que eu serei sempre feliz. Sempre. Mesmo nos dias em que acordo triste. Porque se a felicidade é um estado de espírito, ela existe dentro de nós o tempo inteiro. Sim, eu acho que é realmente possível ser triste e ser feliz ao mesmo tempo. Até porque, quem é feliz de verdade não precisa ser sempre alegre e saltitante, todos os dias da vida. É confuso, mas é verdadeiro. A informação procede.

- A segunda é que eu não quero um boyfriend ou uma girlfriend. Quero um loverfriend, sabe.. Sem essa obsessão por rotular a sexualidade, sem essa falsa bandeira de liberdade. Quem disse que viver declarando verdades é ser livre? Eu não sou assim, eu simplesmente faço o que preciso fazer porque gosto de ser assim. Porque sou assim. Aliás, eu teorizo muito sobre isso também, é hora de pôr em prática as cores da minha paleta.

Anyway..

we heart it

i am playing my game and you are losing your mind again
Há uma diferença entre quem anda e quem corre. Quem vive e quem morre. A maneira que você se define é como você realmente se vê? A maneira como você se move a noite não diz mais sobre você? E porque é tudo sempre assim, sépia? As plantas de prédios em construção, bolas de demolição. A vida é eterna gradação de fatores, causa e efeito. Tudo acontece por causa de. Nada vem do nada, as coisas nunca surgem do vazio. Nunca. Nunca?

~

It’s so magical my feeling. Magical my needing for holding hands. Magical my needing for crossing lands. I need you. I cry for you. I dance as if you were here. Isn’t true? Life has no meaning, l am obsessed. Always obsessed, bleeding, blessed, and blind...
F O R Y O U
.
bring me morrison's head

wtf?

what else can i do in case of being true?
Eu quero escrever no meu blog hoje. Mas eu não sei sobre o quê. Tem muitas coisas que eu gosto, outras tantas que desgoto, e coisas que ainda nem conheci.. Na televisão eu vejo um clipe do Lou Reed, ele tinha o rosto lindo. Sério. E usava roupas legais, eu gostei dessa jaqueta de couro preto.
Também fiquei sabendo que amanhã seria o aniversário de cinquenta anos do Renato Russo. Desse eu gosto. O cara era gênio, mesmo que as vezes fosse um pouco prepotente. E a MTV vai fazer um especial. Gosto de especiais também, aquela coisa meio doc, sabe? Já viram o novo clipe do Hendrix? VALLEYS OF NEPTUNE. Vi pedaços na tv também, é muito lindo. Roxo, amarelo, psicodelia pura, um sonho.
Continuo obsessiva com certas coisas e com certas pessoas. E todo mundo me diz pra desencanar dele, mas nem fodendo.. Quando eu boto algo na cabeça é difícil sair dali. Coisas da vida.
De qualquer forma, as coisas poderiam ser piores. Eu poderia ter acordado infeliz hoje.

sexta-feira, 26 de março de 2010

goma de mescalina

its easier when you are younger
Eu ando estupidamente nostálgica esses dias, lembrando das coisas boas que passaram. Da época do Queen e Johnny Depp, escola e cursinho de inglês, sei lá. Não que eu não goste do que vivo hoje, não é isso. Muito pelo contrário, comemoro todos os dias pelas pessoas novas, e sensações novas, e conquistas de abraços apertados. Coisas que eu já tinha, mas de uma forma diferente. E nada na minha vida é substituível, eu na verdade agrego tudo, mesclo tudo, combino tudo. Faço uma past, um self portrait com tudo que já vivi.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mr. Depp makes me dream.

my looove HAUHAUH
Tem quase um ano que eu escrevo aqui. Quase um ano, e desde então nunca falei no Johnny Depp. NUNCA! Como é que eu pude neglienciar o amor que eu sinto por esse cara? Ele sempre foi um dos meu preferidos; tive fotolog dele por dois anos, e tudo que eu falava era só do Depp. Até hoje consigo reconhecer qualquer um dos filmes que ele fez, e as vezes lembro os pares românticos, a trilha sonora. Tenho uma pasta c-h-e-i-a de recortes dele, três pôsteres no meu quarto. Conheço a família, as histórias, adoro a música da esposa, a Vanessa Paradis (linda francesa, por sinal). Sonhos e sonhos e mais sonhos na caixa preta da mente. E eu nunca falei dele aqui?
Acho que meus ídolos da música distrairam um pouco essa minha obsessão, pode ser. Mas agora ela está de volta, com toda a força do planeta.
Agora eu voltei a delirar e suspirar com as fotos, e lenços e cabelos e dedos desse homem mágico. Nada no mundo se compara à minha reação quando vejo o Johnny, eu sei que é estranho. Mas é verdadeiro. É eufórico. É concreto. Eu realmente quero ser Johnny Depp.

Ah, o que farei agora ?

corpos vagos
Chega o dia em que as coisas desandam, os trabalhos acumulam; as frases não ecoam, não fluem, não semeam novos sentidos. Chega o dia em que o intelecto é vulto esfumaçado, sabe? E só nos resta os sentimentos bestas, tipo felicidade porque você ganhou aquele abraço daquele ser que você tanto respeita e adora.

nem tente entender o que eu não entendo.

roteiro HAUAHUAH
roteiro Q
que porra é um roteiro?

roteiro gente, peguem o pré-projeto de vocês, e transformem o que está em pré-projeto em roteiro. nós vamos colocar no moodle um modelo, mas não se descabelem, é pegar o pré-projeto e transformar em roteiro...

roteiro roteiro roteiro ROTEIRO R O T E I R O HAHA ROTEEEEEEEEEEEEIRO RODEIO RADEN EXCELÊNCIA, EIRO, DINHEIRO, BANHEIRO, ROTEIRO. BOMBEIRO, DISCIPLINAS, DEAD, INJUSTO, PROFESSORES, ABRO MÃO DO CADERNO, BÁRBARA, FRIO, AULAS ASSINADAS, INTERDISCPLINAR, GENÊRO, ELA É MÁ, ASSINATURA, AULA, QIIIIIIIIIISSO (m. vieira), ASSINA SÁ PORRA DE NOVO, BANCA (?), SAIR MAIS CEDO...

MAIS CEDO...

CEDO *-*

DONT DESPERATE, NEVER DESPERATE, BANANAS E ALCYRES SÃO MAIS LEGAIS DO QUE BÁRBARAS E CADERNOS PRETOS DE CAPA DE COURO DE MULTIMIDIANS (?)

DORGAS EVER AND EVER, PORQUE HOJE CHOVEU.

MAIS ROTEIROS QUEIMADORES DE FASES SEM TEMPO MAGNO E HÁBIL, DAQUI A POUCO VAMOS CHEGAR NA FASE DA EXECUÇÃO DESSE PROJETO E O ROTEIRO COMPLICA, OU A FALTA DO ROTEIRO COMPLICA?
OH MY GOD (/iggy pop)

DATA: 24 DE MARÇO DE 2010 - 11:15 DA MANHÃ, LAB DO IESAM.

segunda-feira, 22 de março de 2010

dead people don't tell storys anymore

Eu odeio essas notícias das pessoas que morrem. Pode parecer besteira, porque morrer é natural, e é um dos meus assuntos preferidos até. Eu vivo falando disso. Mas eu vivo sabe, e eles não mais. E a maior parte das pessoas que morrem, são boas. E isso me corta o coração.
Um salve pra Freddie Mercury, Jim Morrison, Chico Science, Vera Verão, Brian Jones e Glauco.

barcelona, constantinopla e oxford.

adi e camila (L)
Depois a gente aprende, ah se aprende. A viver contente por ter tido na vida pessoas magníficas. Por todas as amizades verdadeiras, que duram para sempre. Por ter tido bons e bons momentos, regados com nada mais do que refrigerante (quem disse que se divertir é encher a cara)? Por ter sido criança quando ninguém mais seria, e jamais se envergonhar disso.

Coração Carnívoro Mastiga Novamente.

Eu moro no mesmo lugar que trabalho, no mesmo lugar em que toda minha família trabalhou e morou e morreu, um por um. A única alegria que eu tenho é ela. Ela que chega aqui e passa horas olhando os livros que vendo. São muitos livros. E toda vez que entra me faz a mesma pergunta, pra qual eu nunca tenho a resposta certa:

- Se um coração é carnívoro, alimenta-se do que?


Já quis responder-lhe que era das veias cavas; dos sentimentos roxos, ou céus sombrios; amigos perdidos nos bares, sofridos nos mares de lágrimas de veludo e sal. Mas a verdade é que eu não acho que ela compreenda nada disso. Eu mesmo não compreendo. Então o que faço é rir tenso e dizer-lhe que não sei. Ao que ela me olha de soslaio, meio triste até, e revida:

- Quando souber, mande-me a resposta dentro de uma garrafa. Um dia, estarei no mar e quando achar sua garrafa eu saberei que você conhece a resposta da pergunta da minha vida.

E então ela vai embora. Não imediatamente, não. Porque isso nunca faria sentido. Ela ainda fica um pouco por aqui e mais horas dentro de mim, mas de qualquer forma, ela não fala mais nada. Ela sabe que se falar qualquer coisa, a magia vai se perder. Ela sabe que se falar qualquer coisa eu nunca terei coragem de escrever nada na garrafa. Ela sabe. E todo dia depois que ela vai embora, procuro a resposta nos livros. Devorei Nerudas, Faustinos, Hemingways, Byrons, todos os grandes, tentando achar a resposta que ela perseguia. E nada aparecia no espaço vazio que era minha mente. Nada. Eu desistiria dos livros, na verdade. Se o sentido da vida não se encontra na poeira dos livros, então tudo se perdeu pra sempre.

Um dia, entretanto, meio que ao acaso encontrei uma encadernação simples, em couro verde, a capa comida pelo tempo, um enigma, sem nome. Sem nomes, sem autores. Mas aquilo era um sebo, de qualquer forma, não dá pra esperar muitas certezas em livros de sebos. E em livros de couro verde as coisas são ainda mais misteriosas, eu já tinha reparado. De qualquer forma, aquele era um exemplar muito velho e surrado de “Em busca do tempo perdido”, e tinha na contracapa uma dedicatória:

Amor, sublime amor.
Beleza vívida e maldita navalha do meu ser. Coração carnívoro que me devora, que se alimenta do meu viver. Você me tem, e eu jamais deixarei de ser seu. Simplesmente seu; eternamente seu; para todo o sempre...
Seu.


Foi então que todo o mundo da forma que o conhecia ruiu. Eu entendi do que o coração carnívoro se alimentava: de gente. Da gente, na verdade. Daqueles que são tolos apaixonados, mas vivos e apaixonados e felizes. Porque se amam de certa forma. E não vivem sozinhos em sebos malditos e cheios de livros e poeira e mortes de parentes nas costas cansadas do tempo. E eu fiz o mais sensato, arranquei aquela folha daquele livro e queimei todas aquelas palavras tristes, aquela antropofagia melodramática. E torci pra que eu nunca mais achasse garrafas vazias nas ruas. E pra que ela, que era minha alegria e minha vida, entrasse no sebo amanhã e não perguntasse coisa alguma, simplesmente dissesse que seu coração carnívoro se alimentava de mim.

sábado, 20 de março de 2010

my alligator heart beats again

“I tried to write sad words for you. Tried so hard to be stronger once in my lifetime. But I am no good with argumentations; I am no good with discussions; I am not like you at all. I don’t really know what I was doing at your side. We are so different, so apart. I were stupid, I am stupid. But now I am better, stupid and lonely, but better. Now I am caring only of myself.”

Um dia eu vou deixar você para todo o sempre. Deixar de verdade. Parar de carregar essas coisas tristes dentro de mim. Parar de levar um duplo seu na minha mente. Eu sei que pareço uma maníaca, e talvez o seja, mas eu não sou autodestrutiva. E por isso eu entendo que essa dor não me faz bem, não me leva a lugar nenhum.

Mesmo que eu ainda te ame, de certa forma, não me faz bem pensar em você. O que não deixa de ser triste. Sempre achei que seriamos amigos pra sempre, mesmo que não fôssemos mais um par, entende. Mas tudo bem, ficar refletindo sobre tudo isso é como ser um rato no labirinto, na roda da gaiola, não faz sentido e é perder tempo. E tudo que eu não posso agora é perder mais tempo, sabe.

Por fim, obrigado por todas as coisas que você me ensinou. As bandas e as pessoas que me apresentou. As músicas que você cantou, e escreveu só pra mim. Obrigada pelo amor que você me deu. Sim, um dia me deu, e eu não duvido, mesmo que agora ele tenha morrido. Porque um dia você foi uma parte bem grande de mim, e eu também fiz parte de você, eu também já fui você. E se agora já não sou mais, prefiro lembrar-me daquilo que passou rindo. Feliz porque pelo menos tivemos uma chance de viver um ano feliz e cheio de planos. Findo ano.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Saiba rir de si mesmo, seu bobo.

os beatles sempre serão doces crianças. para mim, pelo menos
Vivendo por aí, vendo as coisas que mudam todos os dias, eu aprendi tanto sobre o mundo e as pessoas. Em parte sei do que quase todas elas são feitas, e não as entendo em sua plenitude. Em parte me surpreendo com o movimento dos seus balanços, os homens e mulheres do mundo são todos ótimos bailarinos. Se não com palavras, com gritos, com gestos, ludibriam uns aos outros; quase ninguém é honesto.

Ah, mas eu não sei, na verdade, como dizer-lhes que devem ser diferentes. Que devem ser mais leves, mais soltos, menos exatos. Que devem respeitar os próprios limites. As pessoas se convencem de grandiosas besteiras e acham que lutar e lutar e viver a bater-se numa catarse cega é um ato genial. Não é e nunca foi. O mais inteligente é aquele que passa fluido por tudo, que modifica o mundo sem sofrer e se despedaçar. Sábias são nas verdades as pequenas crianças (mesmo aquelas que já passaram dos dezoito anos). Crianças porque brincam a vida, não a atravessam cheias de pedras nas mãos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

textos pequenos são legais de ler, não são?

rainbow rainbow
...deixe que o astro-rei te inunde com que há de mais belo: a cor-luz, o som amarelo.

mommy

Eu fico aqui, sentada do seu lado chorando e você nem nota. O que é o descaso, afinal? Mas também é injusto, você sempre teve o costume de estender a mão e eu, de negar sua ajuda. Acho que agora você não vê mais sentido em pelo menos tentar. E eu gosto tanto de você, sabia? Só que não sei ao certo como mostrar isso, como levantar dessa cadeira e te abraçar e chorar no seu ombro e dizer que você é a coisa mais linda que eu já vi. Eu amo os dias que passo do teu lado, e você é sublime, mãe. E obrigado por existir.

bebendo waits; comendo bukowski; vivendo

all the greats together
A maior parte do mundo estava doida.
E a parte que não era doida era furiosa.
E a parte que não era doida nem furiosa era apenas idiota.
Eu não tinha chance.
Só aguentar e esṕerar pelo fim.


PULP - pag. 125

domingo, 14 de março de 2010

i got you (:

HER:They say we're young and we don't know
We won't find out until we grow

HIM: Well I don't know if all that's true
'Cause you got me, and baby I got you.

HIM: Babe
BOTH: I got you babe, I got you babe

HER: They say our love won't pay the rent
Before it's earned, our money's all been spent

HIM: I guess that's so, we don't have a plot
But at least I'm sure of all the things we got

HIM: Babe
BOTH: I got you babe, I got you babe

HIM: I got flowers in the spring
I got you to wear my ring

HER: And when I'm sad, you're a clown
And if I get scared, you're always around

HER: So let them say your hair's too long
'Cause I don't care, with you I can't go wrong

HIM: Then put your little hand in mine
There ain't no hill or mountain we can't climb

. baixe I GOT YOU aqui

sexta-feira, 12 de março de 2010

algas em volta de arroz e manga e peixe e gengibre, tudo junto.


Deus, eu cansei disso tudo. Tem quase um mês que eu não dou uma gargalhada decente, uma gargalhada de verdade. Perdi minha habilidade mais linda: a de rir de mim mesma. E porque diabos eu pareço ter medo de conhecer as poucas pessoas que me excitam de verdade? Todos os outros tolos me são acessíveis, mas os garotos e garotas que eu realmente QUERO colecionar me intimidam. Que mundo mais feio, mais feio, esse que me habita por dentro. E porque que o Glauco morreu? Sei que não tem nada a ver com o todo o resto escrito antes, mas poxa, hoje eu tô exasperada e uma criatura exasperada não mede palavras, não se importa. Eu acho que vou chorar de noite. Fazia quase uns dois meses que eu não sentia o choro chegando assim, como eu sinto hoje. Mas nem tudo é tão ruim, porque eu comi sushi califórnia, e é meu preferido. E a felicidade se constrói dessas coisas pequenas, tipo manejar um hashi com destreza e perceber que se é útil pra alguma coisa, pelo menos.

fairy land


Não vejo mais sentido nas coisas do mundo. Aniversários, feriados, férias, natal. Nada disso. Todo mundo se reúne e é só pra comer e esperar e esperar mais um pouco, e a páscoa emenda no dia dos namorados e é só tristezas porque deus morreu e esse ano você ficou solteiro, ou o que quer que seja. Eu sinceramente não sei, porque também não tenho prática em nada disso. Sou muito tensa, e admito. O maior presente que eu queria era uma pessoa que fosse um pouco mais eu do que todos que eu já conheci, porque é tão triste ser solitária, e eu sou solitária. Acho que é por isso que nada no mundo tem sentido. Quem comemora coisas tolas quando não tem uma companhia de verdade?

e eis que faço do não vivo meu melhor amigo, e do irreal minha verdade absoluta

hey you hey you

Por mais irônico que pareça, eu sou muito fácil de agradar. Na verdade, quando se trata disso, eu sou quase infantil. Eu não fico exigindo muito das pessoas não, basta que elas me distraiam, me façam viajar. E tem gente que surte esse efeito psicodélico em mim, sem precisar sequer abrir a boca. Na verdade, tem mais ou menos um mês, ou três semanas, ou três dias, não lembro bem, que eu ando muito fascinada com um ser desses. Uma droga viva, vai, deixa rolar. Eu admiro muito esse cara, e sei que falo dele quase o tempo inteiro, e antes de dormir ele é minha fantasia preferida. Mas eu não o amo, nem pretendo amá-lo um dia, mesmo que eu pense nele às vezes sob um prisma carnal, que eu o deseje. A verdade é que, pra mim, admiração e amor nem sempre andam juntos. E eu acho que nunca me apaixonei de verdade, e nem pretendo. É gostoso viver mais solta assim. E deixar que a própria vida se encarregue dos sustos e dos momentos repentinos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

if only you were real.

Que dia triste é o dia em que se acorda sombrio.
O dia em que vemos o mundo todo em tons de vermelho, mas não rubro vermelho, ou carmesim, um vermelho meio marrom, mórbido. Um vermelho dolorido.
O dia em que levantamos tristonhos, cabisbaixos, sem saber pra que lado correr, ou o que fazer. A gente não quer comida, o corpo não pede comida. A gente quer muita bebida porque o corpo pede muito álcool. Ele, coitado, em vão grita por um colapso. O corpo do homem infeliz que acordou num dia triste pede pra dormir de novo, e nunca mais acordar assim, apodrecido.

i love you gargule ring

Odeio pessoas que se criticam, acho isso tão vazio de alma, de sentimentos. Acho, acredito, queria que todo mundo se respeitasse e se aceitasse e que fôssemos livres pra andar nas ruas como quiséssemos, mal-acabados ou não. Sei lá, tédio, tédio eterno e muito saco é o que eu penso desse povo tosco que fica a se julgar. Aprendam, de uma vez por todas, que ser compreenssivo é massa demais, a gente aprende muito. A gente modela a cabeça fechada e ela se torna aberta e ventilada. Um supra sumo do bem viver. É isso aí (:

terça-feira, 9 de março de 2010

nós dois

Áries precisa entender que se Escorpião não mostra tudo o que sente é por temer o abandono, e não porque seja desonesta.

E Escorpião precisa entender que Áries não tem a paciência para ir até o inferno, como esta gostaria.

friendo

só se é feliz, quando somos crianças. de 5, de 20, de 40 anos ._. não se pode viver a vida como se ela fosse um copo d'água, insípida, incolor e inodora. o importante é se sujar comendo brigadeiro, é ver filme no chão da sala, dançar no meio da rua. o importante é ser feliz com seus amigos e não ligar pro que pensam os outros. estereótipos me cansam.

domingo, 7 de março de 2010

be sad sometimes

E às vezes seja triste, porque também é bonito ser um pouco assim. As pessoas falam muito de corpos dourados e risos perfeitos. E niguém se lembra que às vezes rimos de tristeza, de nervoso, ou de coisas que nem sei bem. A gente às vezes para pra pensar e se reprime, e isso não é legal. Pensar muito em como poderíamos ser melhores nos impede de exercer os defeitos, e eu acho que os defeitos também são belíssimos, sob o prisma da compreenssão. Por isso também é bonito ser triste, é libertador. É como ser você mesmo e ser aceito por isso, apesar disso, com isso e mesmo assim.

quarta-feira, 3 de março de 2010

deus e o diabo na terra do sol -

...E conta a estória que o camponês, num momento de desespero, mata o patrão escravista. Foge pro meio do nada e conhece Santo Sebastião - um profeta negro que afirma que um dia o mar vai virar sertão e o sertão vai virar mar e que o sol choverá ouro. E é preciso matar todos os que fazem mal, começando pelos padres e prostitutas...
Gente, gente minha, bonita, não percam tempo dizendo que sou cult&cool, e multi tribal e que eu sou legal e nerd e extra inteligente, porque isso não vale de nada. Ou pelo menos nunca achei quem me fizesse acreditar que sim :)

with lemon juice, holga, bread and laughs.


E ai que tudo começa a pesar, e a vida em rodas sambar. É uma conspiração bonita, metódica. Todo mundo quer um pedaço pequeno da gente, não é? E meio que aos poucos nos sentimentos tortos, cansados, um peso nas costas, mochilas amassadas pelo tempo, poeira da estrada no rosto. Eu acho que cansei disso tudo, do mundo. Eu quero um lugar pra sentar, e comer um pão e beber um copo de lemon juice e ser feliz rindo de mim mesma. E talvez uma holga pra tirar aquelas fotos coloridíssimas de uma infância feliz que findou-se há muito, muito tempo. Nem sei mais.