qualquer coisa grite meu nome:

quarta-feira, 14 de abril de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=8Pb5fIw3qGk

Ai, meus ícones. Meu dia-a-dia. Minhas coisas. Meus pedaços. Cores, formas, risos e sons que só eu entendo em absoluto. As horas que passam, as pessoas que são estranhas. Tudo que me cerca, tudo que me cerca..



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu choro, devagar. Calada. Choro lendo nossas conversas antigas, lembrando. Lendo nossos registros. Ai amor, mas era tão bom quando você tinha seus repentes, de dizer o quanto me amava. Eu não me sinto pronta pra te deixar ir, sair da minha vida. Na verdade eu quero que você volte cada vez mais pra dentro dela.
                                        Às vezes me sinto exatamente como o pequeno príncipe. Simplesmente andando, solitária, ao redor de um mundo que é pequeno, muito pequeno. E igualmente vazio. Onde a vaidade e o ego põem tudo a perder.

Carteiro e Carnavalesco;

o homem do carnaval
                    Um dos meus avôs era carteiro, um quase carteiro-viajante. E o outro trabalhava numa escola de samba fajuta, bem escola de quintal. O primeiro às vezes roubava as cartas que não estavam com o endereço completo, que não iam chegar ao destinatário. E as levava para casa, onde meus tios e tias as liam, e aprendiam histórias de vida que mais tarde poderiam contar como se fossem suas. Com toda a propriedade de quem sabe os fatos.
                    O segundo fazia carros alegóricos cheios de plumas e dourados, e por mais que não tenha convivido muito com sua filha, minha mãe, ela também é fascinada pelo colorido do carnaval. Eu, na verdade, às vezes acho que ela lagrima em silêncio durante os desfiles na TV. Deve ser saudade reprimida. Coisas que são despertas dentro da gente pelo signo certo.
                    Os dois bebiam muito e tinham problemas. Muitos filhos, nem todos da mesma mãe. E os dois decerto às vezes ficavam um pouco infelizes, se afundavam de leve na depressão. Porque eu sinto, muito aqui dentro de mim, que nenhum dos dois fez exatamente o que queria da vida. Talvez porque naquela época você não fosse autorizado a ler o que havia dentro da sua alma, somente o que havia fora. Talvez porque não interessasse suas aspirações e sim o que fazer com uma esposa de 16 anos e filhos pequenos para alimentar. E mesmo assim eu acho lindo os que os dois conseguiram: esse flerte com a arte. Essa coisa que passou de geração em geração, até chegar exatamente aqui.
                    E por isso eu agradeço ao carteiro e ao carnavalesco beberrões, por gerarem uma família que me ensinou a amar o mundo artístico. Da literatura, dos sonhos, mundo dos sons e das formas e cores, o mundo no qual eu vivo o tempo todo. O mundo dos dois e agora também Meu.

I am MORRISON, Jim.

oh keep your eyes on the road, gotta love your man, you ar the one.

          Ah, ninguém entende o que eu sinto. Dizem que é coisa de adolescente, mania que passa, que não fica mais. Uma procura por espelhos, essas coisas de quem não compreende o que é amar de verdade. Todo mundo insiste que quando digo amo, quero na verdade dizer que quero, uma relação carnal mesmo. O que nesse caso é impossível. Então dizem que sou louca. "Ele morreu há mais de 30 anos Marcela.." Eu sei disso muito bem, eu sei disso o tempo todo, eu não estou alucinando com uma reencarnação, eu nem acredito nessas coisas.
          O que eu digo é que compreendo, ou penso compreender todos os pedaços da alma dele, porque é a minha também. Agora sim, eu alucino. Gosto de imaginar que uma parte dos atómos dele estão em mim, eu sou sua poeira, seus restos. Ou melhor, eu tenho pedaços dele em mim, o mesmo modo de ver a vida, talvez, só que não cometo os mesmos erros. Não que eu seja a versão melhorada, é que eu aprendi, sabe. E ele não teve esse tempo certo, esse timing, extrapolou.
          De qualquer forma, eu o amo mesmo, e nem me importa que não seja recíproco. Não é a primeira nem última vez que vou dedicar meu afeto para coisas que não o devolverão. Triste ? Eu, sinceramente, não acho.

domingo, 11 de abril de 2010

eu somente posso me perguntar


porque ?

sábado, 10 de abril de 2010

Quem eu sou ?


         E eu sou o barroco dourado de curvas e volutas. O beatnick sujo de poeira vermelha. O sal do vento que corta as montanhas. Eu sou o sol que me tinge de roxo todos os dias. E sou as coisas vivas e não vivas e um eterno contradizer e reaprender, e ressurgir de mim mesma.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Café da manhã para um, por favor.

if sadness is a hunter, you are the hunted. be smart and get away with your own hands
      Ela acordou. Seu braço esquerdo por sobre o rosto. Era visível o quanto havia se mexido de noite: todos os lençóis e travesseiros e almofadas e tudo o mais que havia na cama bagunçado. Inclusive ela, por dentro.
      Sentou e pôs um dos pés no chão. De certa forma era frio, mas ela não ligava porque nada poderia ser mais frio do que a ausência que sentia. Calçou suas velhas pantufas, cinzentas pelo descaso do tempo e da dona. Foi para a pequena cozinha do apartamento velho, que agora era só seu e de mais ninguém. Tratou de por o café no fogo, nada mais no mundo lhe dava a energia que precisava, não mais.
      O céu lá fora era daquele tipo amarelado que outrora a convidava a sair e se divertir, ler livros nos sebos, andar pela cidade, gastar as botas. O tipo de coisa que ela aprendera com seus ídolos de papel, Kerouac, Bukowski, Ginsberg, essas coisas. Mas hoje não. Hoje era insuportável pensar em sair de casa e encarar as outras pessoas lá fora. Todos aqueles casais que se divertiam, aquelas famílias, em todos os cantos do mundo pessoas que lembravam que agora ela estava só, que não tinha mais uma ligação. Tudo isso doía e por isso ela não saía.
      A água ferveu, o café foi coado, ela encheu a xícara vermelha que ganhara no natal e foi para a sala, se jogou no sofá. Ficou um tempo olhando o céu, refletindo sobre a vida. Bebendo seu café. E então ela desistiu de esperar que o sentimento fosse embora, era melhor aprender a conviver com as coisas que haviam ali dentro dela. Deixou o café sobre a mesa, foi para o quarto e se vestiu decentemente pela primeira vez em cinco dias de solidão absoluta.
      Pôs sua calça jeans mais surrada, a que um dia havia sido dele, e uma blusa qualquer e as indefectíveis botas vermelhas e sorriu. O primeiro sorriso realmente espontâneo em alguns meses. Pegou as chaves de sua moto, passou pela sala e matou o último gole de café. Parou por um instante, tempo suficiente para ver uma das fotos que ainda estavam ali, uma foto dos dois juntos e rindo, um fragmento da velha felicidade que estava lá no começo de tudo. A felicidade que ela achava que ainda podia sentir, simplesmente por tê-lo tido um dia.
             - Meu amor, me desculpe por desistir de nós dois, mas hoje eu decidi aprender a levar minha vida sem você.
      Beijou a foto e saiu pela porta, em direção à um novo horizonte...

sick boy


O tipo de homem que me nauseia, sim, nauseia. É exatamente o tipo ao qual você pertence. Suas roupas, eca, suas roupas, as odeio intensamente. Esse seu ar de deboche, sua postura de EU SOU FODA, mal você sabe que não passa de um tosco. Um tosco. Por favor meu filho, vá aprender um pouco com meus ícones. Aprenda a ser gostoso com Morrison, Banhart, Page, Depp, e muitos etc aqui. Vê se larga mão de achar que sua amiga, eu nem gosto de você de verdade, só que sou educada demais pra dizer.. Pra mandar você ir pra m.. É.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

sun shines

you look to the sky
and the sun shines

it's morning telling you
that gorgeous day is true

poison atmosphere of love

Sabe aquela fase triste dos romances quase acabados ? Quando você guarda a outra pessoa em pedaços dentro da sua mente ? Seria muito dificil lembrar de tudo, do ser inteiro. E por isso você lembra somente das pequenas partes. Dos braços, bonitos. Da barba, mal-feita. Da voz que sempre ecoava por dentro do seu corpo, toda vez que ele falava aquelas coisas..
Já não se lembra mais dos dias transcorridos monótonos e tediosos, dos dias de briga. Lembra daquelas horas poucas a se salvar, os dias gloriosos. O ser humano é engraçado por fazer essa edição mental, a fim de salvar um resquício de afeto pelo outro. Afinal, seria insuportável perceber, depois de tanto tempo, que se amou uma pessoa de todo terrível. É melhor mesmo guardar pequenos pedaços. Pedaços que evitam o desrespeito e a crueldade em fim de amores.

Pedaços que fazem com que eu volte a te amar de novo.

and still i love you, bitch.

A vida te deprime, de uma forma ou de outra velho. Todas as vezes que você fica ausente, eu sei, eu sinto, que você tá escrevendo aquelas coisas tristes sobre morrer e tudo o mais. Às vezes no pobre bloco de notas, às vezes no caderno, às vezes na sua própria pele. E me dói saber que eu fico longe e que não posso te fazer rir nessas horas mais tristes. Sei lá. Nossa história me parece mais longa do que realmente é. Talvez porque nós dois tenhamos as almas mais velhas do mundo. Você acredita nisso ?

terça-feira, 6 de abril de 2010

:x

Eu insisto demais em ter você perto de mim. Eu sei.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

no messenger com amanda eu quero mais é ser feliz;

Summer of Love - Second Part


Então - pensou Kay, enquanto terminava de amarrar as botas de caminhada - eis o que você é hoje: uma pessoa cujos relógios pararam, e que, por conta disso, sabe a hora pelo tipo de gente ferrada que passa em frente ao seu trailer. Mas pouco importa, logo é hora de ir embora daqui também e você vai ter que aprender a saber as horas de outra forma. Talvez observando os pássaros - E ela terminou de se vestir, abriu a porta do trailer e saiu para a noite fria de novembro.

Summer of Love - First Part

summer of love                 San Francisco, 1968.
       A temperatura amena, jovens pelas ruas, flores no cabelo. Pouca roupa, muita música, ácido, ervas e amor. Amor pelas coisas, pelas pessoas, pelo tempo, amor pelo mundo. Amor por homens e mulheres. Foi nesse verão que eu nasci, respirando os ares de um novo mundo. Cresci rodeada pela boa música, pelo espírito revolucionário. Cresci cheia de ideais, cheia de afeto, cheia de vida.
               Sou filha do verão do amor.
                    Alice Slick Morrison.



                                       ♫♪

domingo, 4 de abril de 2010

can't touch this.

sábado, 3 de abril de 2010

oh my godness


ninguém tem a devida noção do quanto eu amo você, devendra :*

sexta-feira, 2 de abril de 2010

losing control


Sexta feira, 03h 11min da manhã, ouvindo recortes de Queen com Robert Plant e Marvin Gaye. As madrugadas passam assim por aqui, nesta tribo de ninguém. Quando não ouvindo, vendo, assistindo ou lendo histórias estranhas de lugar nenhum. A gente tem sempre uma sede por livros coloridos, filmes esquecidos, músicos aborrecidos com o dia-a-dia nacional, ou local, ou global. Tanto faz, na verdade, desde que aborrecidos com alguma coisa. E escrevendo canções tristes sobre estar aborrecido. Canções que tentam modificar o mundo, mais do que ganhar dinheiro. Eu gosto das pessoas que fazem o que fazem porque não conhecem outra forma de vida, e não daquelas que só desejam alguma coisa podre como poder e dinheiro e cartões e luxo. Agora começou uma daquelas tristes músicas de Ian Curtis e sua Joy Division. Tristes mas belas, porque quem foi que disse que só o que é alegre é bonito? Eu talvez seja a melhor pessoa para dizer que muitas vezes é a melancolia, o feio e o torto, que nos ganha. Quem nunca amou um dia roxo, um pouco deprimido? Quem só gosta do que pula e vibra por decerto é vazio e inseguro, e tem medo de se contaminar com o que há de mais depressivo no mundo. Porque quando se é grande de verdade, o que é triste vira combustível para nossas alegrias. Para as reflexões desmedidas. Os grandes não se contaminam, absorvem e transformam. Os grandes aprendem com a vida.

Existência. Bom, o que é que importa? Eu existo da melhor maneira que posso.

banhart ILY


tell me something, do you like him as he likes you ? that guy loves you.