qualquer coisa grite meu nome:

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

the shit in little splits

o amor não é só obsessão e o sexo nem sempre é malvado; as mães não são todas iguais e ser jovem não é a melhor coisa do mundo; ter medo é bom enquanto confrontá-lo for a única opção; a morte não é um pesadelo porque o sentido da vida é morrer e o resto todo é só ilusão; mas enquanto sua vida não chega ao fim.. faça alguma coisa.

hello mom, i love you.

Mãe, acho que eu finalmente entendi que não posso cobrar que você seja algo que simplesmente não é. Poxa, se eu entendo meus amigos que não lêem, meus parceiros que não desenham, se entendo quem não conhece o Tom Waits ou não têm idéia de quem seja o Bukowski, porque sempre foi difícil ter uma mãe contadora tão "sem sonhos" como você? Porque nenhum deles era meu referencial como você sempre foi.
Talvez eu só esteja fazendo um pouco de drama, mas sempre vivi sozinha, porque você estava lá, mas não estava e não é sua culpa. Eu sei que você tentou muito (como ainda tenta) e sei que no fim você fez o melhor que pôde. No duro, foi só incompatibilidade nossa, erro crasso do destino. Afinal, como esperar que um cisne fosse um ótimo tutor para um filhote de corvo? A natureza não nos permitiu essa permuta.
Filha da puta essa natureza. Porque eu te amo tanto ._.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

hoje:

Eu tenho 17 anos, mas pareço ter na verdade duas idades conflitantes. Às vezes me revelo uma idosa perfeita, cheia de preconceitos e besteiras, medo de se jogar. N'outras sou uma fedelha irritante, no duro, uma burra inexperiente. Mas o que eu aprendo, aprendo com os livros que leio e as músicas que escuto. E o meu mundo, mesmo que não exatamente comum, mesmo que nada parecido com o habitual, é um lugar só meu, e que eu adoro e entendo. Uso anéis grandes e todos ao mesmo tempo na mesma mão, e meu cabelo nunca foi tão ruim de lidar quanto agora neste ano. Estou gorda e escolher roupas que não explicitem isso me fode todos os dias. Não é mesquinharia, conheço muitos gordos que se amam e são confiantes e são lindos. O meu problema é mais embaixo. Estar gorda pra mim só piora um quadro muito mais fodido. A maior parte das pessoas que eu conheço, não gosto nem desgoto e delas raramente sinto saudades. Aliás, é muito difícil me ouvir falando de sentir saudades de alguma coisa, sinto muitas faltas, mas saudades não. Não são as mesmas palavras e não têm o mesmo sentido. Não sei se é um defeito, mas com certeza é um erro meu não me permitir demais, não me apegar demais. Na ânsia de não sofrer é que eu realmente sofro pra caralho.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010








domingo, 8 de agosto de 2010

The Punisher (2004)

Inocente, como sempre, numa conversa de fim de dia com a Caroliz (ou seja, nem tão inocente assim) e eu perguntei se ela já tinha assistido O Justiceiro (2004), e ela me respondeu "nem hm". Como assim não, Caroliz ? Eu posso te dar excelentes razões pra assistir esse filme:

  • Quem interpreta o papel de Frank Castle é o Thomas Jane, muita gente com certeza absoluta deve pensar que ele não é bom ator. Talvez não seja. Mas o que importa é que eu gosto dos filmes que eu já assisti com ele. Além disso, o Castle é uma dessas personas letais e bonitas ao mesmo tempo, quando não tá muito ocupado consertando o carro com as próprias mãos, ameaçando informantes do Howard Saint (John Travolta, minha diva) com um maçarico, matando geral ou mandando dinheiro dos Saint pelo ar em Tampa (Flórida), ele tá sem blusa, mostrando aquele corpo que me seduz e me dá vontade de me encaixar nele (conotação não sexual galera, encaixar de abraçar apertadinho HIHI) /sim, tarada GRAW
  • A cena com o russo, caralho, é uma das cenas mais trash-animal-opera-rock de todos os filmes de ação que eu já vi (acho que empata com aquelas sequências meio graphic novel fellings de 300 na minha predileção). Juro pra vocês que espero a primeira meia hora e meia do filme só com a cabeça nessa parte. A primeira vez que eu assisti o filme em dvd, eu marquei pra repetir só essa sequência com aquele macete batido do A-B repeat, sabe ? /dvd é óteeeemo por causa dessas coisas. Descobri até que na parte que o Russo joga o Castle pela parede do apartamento dele, um pouco antes dos dois invadirem o apartamento do Bumpo, foi o próprio Thomas que fez. Acho que um cara que tem culhões pra atravessar uma parede DE VERDADE só por causa de um filme me seduz HUAHUAHAUHAUHAUAHAUH
  • Os vizinhos do Frank são TÃÃÃÃÃO legais. Tem muitas partes do filme que eu acho que só funcionam por causa da dinâmica dos três. O Bumpo é aquele típico italiano adorador de ópera E cozinha. Ele passa o filme inteiro com comida na mão ou na panela, imitando os tenores italianos, com um avental branco por cima da blusa florida ou dando conselhos sobre a vida pros seus vizinhos. O Dave é aquele tipo "tatuagens-piercings-drogas-cadeia" mas é inofensivo, a gente saca logo pela primeira cena dele, gritando e xingando... o video game, é. Mas eu acho que tem uma cena muito foda, que é quando o Castle tá semi morto escondido no elevador e o Dave aguenta enquanto o Quentin (gay braço direito do Howard Saint) arranca todos os 1684687 piercings que ele tinha no rosto. Eu não posso com essa cena, me dá uma aflição (sim galera, tenho 17 anos e sei que é só um filme, mãããs experimente imaginar um cara estranho arrancando os piercings que você tem no rosto com um alicate)! E a Joan, é a mesma guria que interpreta a mística do X-men, caso vocês não sejam nerds como eu e não saibam disso. Ela é linda, e a personagem em si significa pro Castle que ele não pode se deixar levar pela bebida (galera álcool pode ser um bad ass hein HUAHAUHAUH) mas eu teria gostado mesmo se ele ficasse com ela. Gosto de casais HOT PRETTY FACE *-* Q
Por último, mas não menos importante (essa é só pra quem já viu):

saint: "Você matou meu filho!"
*um grito, uma bomba explodindo*
castle: "Os dois."

Sim, ele é fodão mesmo. Adoro.

sábado, 7 de agosto de 2010

My mother should know.

Toda vez que escuto "Your Mother Should Know", dos Beatles, não consigo reprimir o pensamento de que eles profetizam minha vida nessa música.

Ohh..
Vamos nos levantar e dançar uma canção
Que foi popular bem antes da sua mãe nascer.
Embora ela tenha nascido há tanto tempo, tanto tempo,
Sua mãe deve conhecer. (Sua mãe deve...)
Sua mãe deve conhecer. (Conhecer...)
Cante outra vez.

Sayulita.

Se você está sendo levado à outro lugar, não resista. Se seus sentidos dizem vá, simplesmente os siga. O dia de amanhã é só uma ilusão tangerina, não se reprima.
Os acordes sabem o caminho da cidade perdida. Suas pálpebras conhecem o peso da venda do solista. As drogas, nunca nem tão puras nem tão brancas, morrem de inveja do poder que você tem.
Liberte-se.
A música, caralho eu vos digo, é um dos portais para um novo amanhecer. Deixem que ela os abra. Deixem-se ir.

Mas se seus sentimentos

mudaram...

no love lost

Tem certas fotos que me fazem sentir mais próxima de você, de nós dois de novo. É a exatidão contida nesses frágeis frames que congela o tempo que nos abomina, até que ele se torne quase inócuo à nós dois. Mais uma brincadeira de hippies e poltergeists. Mais uma brincadeira que insisto em cometer, um quase crime. Brigamos, você e eu, gritamos, dissemos coisas que não se dizem à grandes amigos. Talvez porque não fôssemos mais grandes amigos. Quem saberia ? Difícil é, pra mim, compreender. Sempre acreditei que o amor de uma amizade verdadeira não morre nem some nem se esconde. Que fica evidente o tempo inteiro, mesmo que entre farpas de um tapa. Talvez o ódio seja também uma forma de amor, um negativo sépia, um amor mais dolorido e difícil de superar. Talvez simplesmente não devêssemos fazer promessas, poderíamos simplesmente esperar e proferir as ditas fatales palavras somente depois que se provassem destino cumprido, caminho percorrido. Mas não teríamos esperança e eu gostei de ter esperança contigo. Eu ainda acho que te amo mesmo, no sentido de ser impossível ter rancor de você. No sentido de que eu ainda queria muito ter uma chance de te fazer entender essas coisas que eu nem sei mais dizer.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Da série WHO THE FUCK ARE YOU ?

Devendra "WHAT?!" Banhart

Nina "Não-Acredito" Hagen

life on pics





então os anos passam
365 putas me comendo
não é minha culpa
elas serem tão cruéis

às vezes acredito
nos anjos de neon que
com suas asas reluzentes
podem salvar minha alma

mas as canções que eu já
escrevi até então
provam que não tenho nada
mais do que sussurros

a maldição do poeta
é viver pra sempre
porque o que uma vez
chamamos alma, a chama,
agora já está morta

design classes

looking to their shoes
i can qualify them
happy/sad/cool/hot/fancy
i know people say it's wrong
it's judgement
but
i think
everybody has a
day of judging
and the day of
being under
judges.
(?)
dark glasses
leather jacket
dead spirit
unbelievable soul
and
flaming motorcycle
giant roses across the nails
red vein of desert
sparks on my mind
and
gray texts
green letters
orange hair
black mind
and
sometimes
i just dont know well
what to do next
but more confusion

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Morrisons Fellings #1


Não existe maneira de sobreviver aos palcos. Da feita que se ergue sobre as massas, o diletante bardo se vê como o alvo de todas as energias. Ódio, paixão, obsessão, inveja. Você está lá, eles estão lá, querem um pedaço seu, só mais um pedaço e depois mais outro. Eles o querem, absoluto.

Às vezes o seu corpo é o único escudo e as suas forças não resistem sem uma dose de qualquer coisa. Muitos são os dias em que o rockstar acorda embriagado, sozinho e sem esperanças. Mas o poeta, sobretudo, acorda sempre assim. Dor. Acima de todo o desprezo.

Você teme por seus dias, você sabe que a noite, obscura, está logo ali. Cânticos entoados à meia-noite de uma sexta-feira vermelha. Sangue nas mãos. Sangue nos cabelos. Vermelhos. Não tenha mais medo. Marrakesch espera por nós dois. De novo.

sometimes i say you are a monster. but a sensitive one.



Tão feliz
E todo contente
É assim
Que vivo sorridente
Por ter uma filha
Tão bonita e inteligente
Sorrindo é uma fada
Falando é um encanto
Um dia te carreguei no colo
Hoje te carrego no meu coração
Pra sempre
Te amo,
teu pai.
02.11.2006

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


I miss being here.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

#1 Você não acha incrível esse olhar ?