qualquer coisa grite meu nome:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

a: ele te leva do inferno ao céu
m: não é ele que leva, eu que sempre soube ir só.

milagres da aula de desenho

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Obrigada Por Ter Me Feito Sorrir Hoje

s o f r i m e n t o

Se você se afasta de mim, eu juro que me dá vontade de chorar. Não é que eu seja apaixonada por você, no sentido convencional homem x mulher. Mas seus olhos têm algo que me fazem lembrar do sol e eu não posso viver sem esse tipo de calor.
Covarde como sou, se pudesse escolher, não estaria agora sentindo esse aperto inexplicável no peito. Essa coisa que eu conheço tão bem, isso que se chama angústia, incerteza, solidão, dor... Mas se serve de lição, de aprendizado, pela primeira vez eu acho melhor enfrentar os fatos do que fugir de todos eles.
Meu irmão, amigo, parceiro nas incompreensões da vida, você pode voltar a me fazer sentir que sou tão especial para você quanto você é pra mim?


._.
choquei

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

hoje eu tô vestida mais ou menos assim:







faça a síntese, um beijo


se eu fosse me descrever diria:

ela andava com o chapéu meio enfiado pelas orelhas
anéis nos dedos esquerdos e direitos, em cores díspares
um sorriso de disparate pra quem quer que a encarasse
todos esses atrevidos, estúpidos, burgueses

dentro daquela cabeça corria um rio gelado e quente
tudo ao mesmo tempo, um rio de cores e morte
tudo ao mesmo tempo, recriando os versos que ela conhecia
de kerouac, capote, nietzsche e do charles bukowski
respirava todas as influências dos almadiçoados
aqueles sonhos irreais, loucos e errados

não ia se pôr a cantar fora do ritmo
mas andava, comia, pensava e se fodia
toda pra cima e pra baixo de todas as linhas
da vida. da vida. da vida. da vida.
que mesmo que não parecesse tanto assim
ela amava mais do que qualquer outra coisa
nessa porra de mundo azul desbotado
esse mundo sofrido e calado pra caralho

e como ela gostava de saber que se conhecia
e que tinha por dentro de si toda a energia
de milhares de anos dos povos místicos e pagãos
tipo os índios, os gatos, os corvos e as penas de pavão
e que ela podia fazer e dizer coisas que ninguém mais sabia
porque era dela por direito essa força de expressão

e caralho, como ela AMAVA ser assim tão forte
por mais que fosse insegura e inexperiente
porque ela sabia o que era ser diferente
e se tinha crescido assim, ia assim até a morte

Regado com Tom Waits nos headphones.

Eu tô aqui parada, na frente da tua porta, no meio da tua rua. Imaginando se eu entro e te conto o que quero te contar. Ou se espero o impossível acontecer e você perceber tudo sozinho. É difícil, se você quer saber. Sou prática e positivista, mas ainda tenho medo do que pode acontecer. Acaso você diga que não é bem assim, e se afaste de mim, como ficarei? Sem sequer poder fingir pra todo mundo que eu sou tua melhor amiga? Sim, acredito ainda no poder de uma bela ilusão. Vou embora agora, sabe. Deixar que o destino, caso exista, cuide de nós dois e faça o que tiver que fazer. Enquanto ando por aí, ouvindo meus velhos blues de cabaña, sei que você sente que acabou de perder algo no ar. Meu amor, sabe, meu amor e meu belíssimo gosto musical. Mas um dia eu volto, entro na tua casa sem bater, com o pé na porta, e te conto tudo que tenho pra contar. Talvez até musique nossa história e transforme esses acasos em canção pra ninar nossos filhos.

Ou não.

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre o amor de 18 anos.

Não é porque um relacionamento dura trinta anos que ele é calmo. Assim como não é porque dura um ano que ele é "fast". Eu entendo o que as pesssoas dizem, sobre um relacionamento estável e sereno, mas nessa idade é difícil (se não praticamente impossível) encontrar um relacionamento assim. Ninguém, é sério, NINGUÉM, de 18 anos tem experiência e emocional pra lidar bem com os problemas, as inseguranças e os sentimentos.
Você tem que começar a enxergar algumas oportunidades que perde, porque às vezes fica muito fechado nessa história do "amor sereno". Às vezes, por mais que tenha essas rusgas e "ebulição de sentimentos", no fundo o que vocês têm é uma relação afetiva bastante consolidada. Muitas vezes a gente fica tão obcecado pela dita "forma perfeita" de alguma coisa (nesse caso um amor) que não percebe que muitas vezes ele é certinho do jeito que é. Simplesmente assim.
Às vezes a gente acorda com o pé errado, pensa que pode fazer o que quiser sem se importar com as consequências ou com as outras pessoas. Mas não é bem assim. Nunca foi assim. E quase sempre é em dias como esse que todos os erros da sua vida assumem perspectivas assustadoras. E não existem rotas de fuga. Nada. N A D A F A Z P A R A R.

I'm stepping through the door

And I'm floating in the most peculiar way

And the stars look very different today

terça-feira, 16 de novembro de 2010

suppose you are me, not just supposing, but REALLY thinking and acting like me. then you have got legs, you know. doesn't matter if they are fat or thin, they are fucking yours. YOUR legs, not anyone else's legs. so, it's your choice if you are going use them or hide them. remember, I am not talking about legs as sexual weapon, but legs as fucking peel that you can not pretend is not there, or put a lot of clothes on without burning in hell (damn, it is too much sun to not wear shorts). so, answer my question, and don't hurry, i can wait. WILL YOU USE YOUR LEGS OR LET THEM DIE BECAUSE PEOPLE THINK THEY CAN SAY WHATEVER THEY WANT WHEN YOU WALK DOWN THE STREETS ?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

um segundo é só o que você precisa, pra aprender que é mais forte do que jamais imaginaria. um segundo em frente ao pânico e à hesitação, sendo massivamente esmagado pelas incertezas. um simples e efêmero segundo. e é bom que você saiba disso desde já, porque nem sempre a vida te dá a chance de interpretar bem o valor do tempo perdido.

domingo, 14 de novembro de 2010

E você não faz por mim o que eu faço por você, porque:

Ao contrário do que todos parecem crer, o amor não é uma dor, não é exatamente passível de escolhas arbitrárias ou um produto que possa ser mensurado e vendido nos bazares de ponta de esquina. Na verdade, como me disse Laurie, o amor não passa de uma palavra, um som, que erroneamente vem sendo vinculada à uma carga de sentimento experimentado pelos seres humanos. Esse sentimento (ou melhor, variados sentimentos) é que é extremamente pessoal, enigmático, inexplicável e do livre-arbítrio. Quem pode me dizer que todos "amam" igual ? Por fim, o amor não tem sentido. E mesmo assim, mesmo sabendo que não precisamos nos justificar com palavras, inventamos de amar e literalmente morrer de amor. Chega a ser hilário, não chega ?