qualquer coisa grite meu nome:

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Old indians never die... they just have better stories to tell




it is in fact something on the blood
something truly from earth
something you can't contest

it is in fact something that burns
something that lights and shine
something that holds the stars

it is in fact being part
of the giant feast of friends
that keeps us alive
thru the cold winters
thru the cold years
forever
As mãos tremiam enquanto ele procurava o isqueiro no bolso. Tremiam enquanto ele o levava até o cigarro nos lábios e, pelos céus, tremiam até quando ele pôs as mãos nos bolsos, completamente destroçado.
- Eu sinto muito, mas não consigo, não consigo fazer isso.
- O que há de errado agora? Não é grande coisa...
- Grande coisa?! Por acaso você está fora de si? Não compreende o que estou prestes a fazer?
- Casar-se. - Era simples, não havia razão para que ele temesse tão profundamente aquele casamento. - Você vive com essa pessoa há três anos, já são casados na prática. O que farão hoje, meu caro amigo, não passa da consumação desse fato.
- É oficial, é oficial..
- E por acaso não é oficial quando você abre os olhos pela manhã e encontra os olhos dela? Não é oficial quando vocês riem juntos lembrando as histórias do passado? Não é oficial quando você diz, com toda a sinceridade e a vontade do mundo, o quanto a ama?
- Talvez... Talvez você tenha razão. Mas a partir de hoje é como se eu não pudesse mais me arrepender e simplesmente ir embora...
- Não viva sua vida preocupado com as chances de ir embora, de desistir.
As mãos pararam de tremer.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

From Grace.

Eu acho que você não entende como é a dor de um coração partido. E também acho que se isso for verdade, não posso te culpar. Porque essa seria só mais uma das suas limitações, e eu tento ao máximo entender todas elas e, quando possível, perdoar. Você diz que me ama, e eu realmente acredito que me ame. E quando você me faz cobranças absurdas, exalta meus defeitos e me trata como se eu fosse seu mais absoluto pesadelo natalino, eu sei que isso não diminui seu amor por mim. É que você não compreende que o amor não é uma magia invencível e sim uma construção frágil, que precisa ser mantida por dois. E você não compreende que as feridas que eu tenho por dentro me fazem estéril pra tudo que eu mais admirava em você. Me desculpe, me desculpe se eu não posso mais ser a mesma de antes, aquela que te encantava e de quem você não podia reclamar. O tempo passou pra nós dois, e agora eu vejo que mesmo que nos amemos, não podemos ficar juntos para sempre. O que não deixa de ser uma grande pena, claro. Como todas as coisas bonitas do mundo, que se acabam e só deixam pra trás uns poucos tolos para lamentar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Não me importo mais com metade das coisas do mundo, e os santos nunca me agradaram. Levo comigo as memórias. Os toques permissivos que recebia nas camas e nos bares, os agrados, os sorrisos, os olhares e as torturas. Mas não quero o cargo de profeta, nem de poeta. Eu não sou daqui.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tantas coisas que eu poderia ter feito, inúmeros caminhos que eu poderia ter escolhido percorrer. Alguns deles certamente sozinho, outros talvez acompanhado, mesmo que fosse somente pela amargura. Ah, não vou perder tempo enumerando os dias que eu perdi por medo, nem os fatos que deixei de viver por simples assombro. As oportunidades, todas, se esvairam pelo chão, pelos cantos da minha alma. Mas não estou triste, essa não é a palavra correta, tampouco o sentimento correto. Talvez fosse melhor dizer um pouco desiludido, um pouco desinteressado, um pouco sem perspectivas. Mas claro que sempre fui assim. Não é a morte iminente que vai alterar a natureza da minha vida: um tédio total.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Você fica contando da nossa vida pra todo mundo, e quando eu vejo, já não somos dois, somos o mundo inteiro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

a: ele te leva do inferno ao céu
m: não é ele que leva, eu que sempre soube ir só.

milagres da aula de desenho

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Obrigada Por Ter Me Feito Sorrir Hoje

s o f r i m e n t o

Se você se afasta de mim, eu juro que me dá vontade de chorar. Não é que eu seja apaixonada por você, no sentido convencional homem x mulher. Mas seus olhos têm algo que me fazem lembrar do sol e eu não posso viver sem esse tipo de calor.
Covarde como sou, se pudesse escolher, não estaria agora sentindo esse aperto inexplicável no peito. Essa coisa que eu conheço tão bem, isso que se chama angústia, incerteza, solidão, dor... Mas se serve de lição, de aprendizado, pela primeira vez eu acho melhor enfrentar os fatos do que fugir de todos eles.
Meu irmão, amigo, parceiro nas incompreensões da vida, você pode voltar a me fazer sentir que sou tão especial para você quanto você é pra mim?


._.
choquei

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

hoje eu tô vestida mais ou menos assim:







faça a síntese, um beijo


se eu fosse me descrever diria:

ela andava com o chapéu meio enfiado pelas orelhas
anéis nos dedos esquerdos e direitos, em cores díspares
um sorriso de disparate pra quem quer que a encarasse
todos esses atrevidos, estúpidos, burgueses

dentro daquela cabeça corria um rio gelado e quente
tudo ao mesmo tempo, um rio de cores e morte
tudo ao mesmo tempo, recriando os versos que ela conhecia
de kerouac, capote, nietzsche e do charles bukowski
respirava todas as influências dos almadiçoados
aqueles sonhos irreais, loucos e errados

não ia se pôr a cantar fora do ritmo
mas andava, comia, pensava e se fodia
toda pra cima e pra baixo de todas as linhas
da vida. da vida. da vida. da vida.
que mesmo que não parecesse tanto assim
ela amava mais do que qualquer outra coisa
nessa porra de mundo azul desbotado
esse mundo sofrido e calado pra caralho

e como ela gostava de saber que se conhecia
e que tinha por dentro de si toda a energia
de milhares de anos dos povos místicos e pagãos
tipo os índios, os gatos, os corvos e as penas de pavão
e que ela podia fazer e dizer coisas que ninguém mais sabia
porque era dela por direito essa força de expressão

e caralho, como ela AMAVA ser assim tão forte
por mais que fosse insegura e inexperiente
porque ela sabia o que era ser diferente
e se tinha crescido assim, ia assim até a morte

Regado com Tom Waits nos headphones.

Eu tô aqui parada, na frente da tua porta, no meio da tua rua. Imaginando se eu entro e te conto o que quero te contar. Ou se espero o impossível acontecer e você perceber tudo sozinho. É difícil, se você quer saber. Sou prática e positivista, mas ainda tenho medo do que pode acontecer. Acaso você diga que não é bem assim, e se afaste de mim, como ficarei? Sem sequer poder fingir pra todo mundo que eu sou tua melhor amiga? Sim, acredito ainda no poder de uma bela ilusão. Vou embora agora, sabe. Deixar que o destino, caso exista, cuide de nós dois e faça o que tiver que fazer. Enquanto ando por aí, ouvindo meus velhos blues de cabaña, sei que você sente que acabou de perder algo no ar. Meu amor, sabe, meu amor e meu belíssimo gosto musical. Mas um dia eu volto, entro na tua casa sem bater, com o pé na porta, e te conto tudo que tenho pra contar. Talvez até musique nossa história e transforme esses acasos em canção pra ninar nossos filhos.

Ou não.

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre o amor de 18 anos.

Não é porque um relacionamento dura trinta anos que ele é calmo. Assim como não é porque dura um ano que ele é "fast". Eu entendo o que as pesssoas dizem, sobre um relacionamento estável e sereno, mas nessa idade é difícil (se não praticamente impossível) encontrar um relacionamento assim. Ninguém, é sério, NINGUÉM, de 18 anos tem experiência e emocional pra lidar bem com os problemas, as inseguranças e os sentimentos.
Você tem que começar a enxergar algumas oportunidades que perde, porque às vezes fica muito fechado nessa história do "amor sereno". Às vezes, por mais que tenha essas rusgas e "ebulição de sentimentos", no fundo o que vocês têm é uma relação afetiva bastante consolidada. Muitas vezes a gente fica tão obcecado pela dita "forma perfeita" de alguma coisa (nesse caso um amor) que não percebe que muitas vezes ele é certinho do jeito que é. Simplesmente assim.