qualquer coisa grite meu nome:

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Viva cada instante, viva cada momento,
Proteja da razão teu sentimento.
Tente ser feliz enquanto
A tristeza estiver distraída.
Conte comigo
A cada segundo dessa vida.
ps: canção para jade, toquinho.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

nights in white satin, never reaching the end ♫


Acordei já com a certeza de estar introspectiva o dia inteiro. Tentando ler as pessoas ao meu redor e transpor tudo para o papel, esse meu hábito irreprimível. Esquecendo de mim mesma nos lugares, pra notar todo o resto, plenamente. Ignorando as vozes que me puxavam de volta à realidade. Já acordei prevendo um dia de fones de ouvido, e blues temperamentais.
ps: moody blues; nights in white satin.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

a fairy called Artemisia Absinthium.


É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo de absinto. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom,bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa. Mas ainda acho muito melhor beber do que estar apaixonado. Porque as pessoas apaixonadas tornam-se muito suscetíveis, perigosas. Perdem o sentido da realidade. Perdem o sentido de humor. Tornam-se nervosas, psicóticas, chatas. Tornam-se, mesmo, assassinas.

Embriagam-se em outro líquido queimante que não absinto, ou licor, ou whisky, ou gim, ou vodka. E algumas delas também caem de porre, por simplesmente amar. Com esse minha mania metódica, me perguntei, qual é a diferença entre amar e beber ? Talvez porque o amor te traga de volta algo mais do que cirrose e morte precoce, saia ganhando no final. Pra mim tanto faz, aprendi a beber amando alguém. E ainda que pudessémos morrer lado a lado, gostaria que fosse com um último gole de conhaque, ou vodka, ou gim, ou meu tão fiel absinto verde de todos os dias.

Até porque, se tratando de sedução etílica, não tem perfume que me chame mais do que aquela fada verde, bonita. Farta de carnes e alvos os dentes, que vieram me beijar a têmpora dolorida. Essa fada absurda que me tira a dor de cabeça, e a tensão do corpo, que me relaxa e me desfaz em gozo. Esta mesma fada etérea e cor de esmeralda que me faz divagar numa mesa de bar, sobre bebidas e paixões mal resolvidas. Que me faz escrever contos e poemas sobre a vida sorvida em goles de absinto.

* inspirada em Charles Bukowski.

domingo, 16 de agosto de 2009

see emily play.


emily tenta, mas sempre entende mal, então ela pega emprestado os sonhos dos outros até amanhã. você vai pirar e brincar, com jogos de graça, vendo emily jogar. e logo depois que escurece, emily chora. olhando fixa entre as árvores, com tristeza, quase não se ouve um som até amanhã. não há outro dia, vamos tentar de outra forma, você vai pirar e brincar, com jogos de graça, vendo emily jogar. ponha um vestido que toque o chão, flutue num rio eternamente. Emily, Emily.

* see emily play / pink floyd

você tem que compreender, que as vezes estar com você, é como arrancar pouco a pouco a matéria que constitui meu corpo. que as vezes minhas convicções se esfacelam, perante a loucura que é gostar tanto de ti. você tem que perceber que sim, as vezes é fodido ser assim, tão submisso à um amor não realizado, que talvez seja um pouco mais pesado, só porque é você. mas de todas as formas, de todas as maneiras absurdas, como um auto-sacrifício, me sinto pronta pra dar, muito mais do que receber. não sei bem como pode, mas de fato acontece. e eu me sinto pulando de cabeça numa história louca, como se abrisse minha vidinha, já um tanto decrépita, a situações mais tensas ainda. mas é você, entende. é você. e por você, tudo que vier eu topo, tudo que vier vai bem. só peço que não jogue comigo, como se joga com cartas, ou como jogou com as outras amantes latinas. realmente, acho que te amo, de um jeito muito estranho pra alguém de 16 anos. acho que confio em ti, muito mais do que deveria, e por favor, me faça ser sua. para sempre. do jeito mais iludido e doce que se pode esperar.



ps: um dia será nossa foto ae, né q

ah, look at all the lonely people.



"Agora é tarde para corrigir sua resposta - Afirmou a rainha vermelha - No momento em que você diz uma coisa, já está dita, de modo que você deve aceitar as consequências."




Não me entenda mal, não compreenda de um modo distorcido, mas realmente, realmente existe uma linha tênue entre o que se diz,o que se escreve, e o que se faz. E quando eu não encontro meu equilíbrio, quando me afundo naqueles litros de café amargo, eu me torno mais frangalhos. O que, aliás, nunca foi diferente do que eu realmente sou. Um escombro. Um pedaço de nada solto num mundo étereo e vazio de luz.

E é isso mesmo, não adianta que me esconda numa máscara de mutismo. Nem que ponha meus fones de ouvido, procurando uma paz inexistente. Nem que eu finja amar aqueles que merecem, porque até meu afeto é incompleto. Incompetente. Indiferente. Doente. Louco e ensadecido. E se num momento amarelo brilhante, eu grito seu nome e lhe agarro excitada, não se iluda. Eu escolho brincar assim. A verdade é que eu nem existo.

E, mais e mais, eu entendo que estar só não é estar sozinha. Que viver num copo longo de solidão, não é ser o único corpo de uma sala. Ser só é afundar a mente naquele poço de incompreendidos. Mais e mais clichês. Eu me perco entre minhas idéias, antes de chegar a lugar algum, com uma habilidade digna de esquizofrênicos. Agora eu sei, sou realmente doente.

dont cry my baby, oh baby dont you cry.


A gente vai ter uma filha chamada Valentina, e um garoto chamado Bernardo. Você será psiquiatra/saxofonista, e eu serei arquiteta/designer. Teremos uma cadela chamada Grace. Uma coleção de vinis de rock clássico, e vamos passar férias com a família da Carolis, rs. E de madrugada você vai acordar pra tomar café, e eu vou dormir direto, feito uma pedra. E você vai diminuindo seus maços de cigarro, pouco a pouco, por causa da minha rinite. E um dia a gente vai olhar pra trás, e rir das coisas da vida. Com aquele ar de sabedoria das almas velhas.
Só porque a gente se ama.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

and she was buried along with her name.

A morte súbita de Grace Ashbury foi um choque para todos, inclusive para ela. "Uma perda lastimável", foi o último pensamento que cruzou sua mente, antes que seu corpo inteiro se chocasse contra o chão de linóleo. O sangue que agora estagnava em seu corpo, outrora fora quente e ocre, como a sua alma, que fervia com paixão. Mas, no presente momento, a chama da existência de Miss. Ashbury se apagava, pouco a pouco, com um leve brilho perolado, e muita surpresa. Não que ela nunca tivesse imaginado sua morte. Pelo contrário, na infância costumava passar horas imaginando o incêndio que lhe lamberia a vida, fumegante. Ou a pressão de toneladas de oceano sobre seus tímpanos, afogando sua alma lentamente... O que mais aborrecia Grace, entretanto, não era simplesmente morrer. Era morrer assim, ao relento, uma morte súbita, sem paixão, sem mistério. Grace sempre fora daquelas românticas inveteradas, ela queria morrer de amor.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A gente às vezes briga e se desentende. Faz que se odeia e que nunca mais quer se ver na vida. Já tivemos dias de destilar veneno, de jurar ódio eterno. De sentir ciúmes. O problema é que a gente ama demais, e isso pode ser bem delicado. Já amamos as mesmas pessoas, já brigamos por elas, já achamos que era o fim de uma amizade. Mas não foi. Nunca é. A verdade é que somos ligadas demais pra isso. Por mais que as coisas ainda não estejam iguais ao que eram antes... Eu só quero que você saiba que eu tô aqui pra tudo. Pra tudo que você precisar. E que eu tô esperando você voltar a sorrir seu riso bobo e doce. Te amo Ca. ;*

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Eu fico aqui sentada nessa sala azul, ouvindo Led Zeppelin. Ainda acho que é melhor ter o Plant gritando nos meus ouvidos do que ter que aturar uma aula dupla de matemática. Todo mundo sabe que eu não suporto exatas, especialmente aqueles cálculos longos e cheios de fórmulas deduzidas. Acontece que eu meio que tenho que passar por isso, caso queira ter uma vida legal lá na frente. Com condições de colecionar meus vinis de rock, meus dvds de clássicos de cinema e meus livros. Tenho que aturar esse professor quase todos os dias, e passar por cima de suas taxas de juros compostos, com a vontade e força de um trator. Aí, quando eu estiver feliz e com tempo suficiente, daqui a alguns anos, colocarei meu LP do Led pra tocar. E meus filhos irão crescer com estabilidade e segurança, ouvindo Whole Lotta Love. Céus, o professor colocou uma questão gigantesca de logaritmos no quadro, acho que é hora de parar de pensar no futuro, e me concentrar nesse presente chato, de números..

A vida de vestibulando é dureza, e hoje eu já acordei com sono ;*

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Parece que a vida fez questão de me fazer encontrar pessoas maravilhosas. Parece que eu tenho sorte, parece mesmo. Eu, que sempre me senti só, de repente tenho tantas ligações de afeto, tanta gente que eu realmente AMO, espalhados por aí. São como irmãos, maridos, esposas, mães e tias, são meus amores. Reescrevi minha árvore genealógica, com uma porção de fantasia. Pode parecer brincadeira, um tipo de jogo bobo, só pra esquecer um pouco a realidade crua da vida “real”. Mas não é. Essas pessoas, que eu amo cem por cento do tempo, eu quero que saiam do virtual. Eu quero que se tornem minha “família”, de verdade. E eu pretendo fazer por onde.


Esse é pra vocês: gio, ieda, loly, yas, ana, dih, danilo, duti, carol, farlen, victor, luh, vini, braian, tavinho, chico, e os que por ventura a mente saturada esqueceu.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009



Entre nós dois pode haver milhas, estados inteiros, pessoas desconhecidas. A gente pode ser de mundos distintos, e ainda assim, eu sinto saudades. Sinto saudades de ti, uma pessoa que eu nunca vi. Não sei ao certo como eu posso, mas de fato acontece. De repente eu sinto uma urgência de te amar e, ao que vem parecendo, ser amada por você. De repente meus dias não estão completos sem que eu fale contigo, e você sabe mais sobre minha vida do que a maior parte dos meus amigos. Aconteceu, é isso. Eu te amei desde o primeiro momento que te conheci melhor, mas de uma forma diferente. No começo você era meu melhor amigo, e vem sendo desde então. Mas as coisas foram ficando cada vez mais e mais fortes, e de repente você é o mais importante. Sabes disso, nem há sentido em ficar falando. Espero que um dia, de verdade, as coisas que eu sonho, alimento e imagino, possam virar a nossa realidade. Te amo Chico ;*

domingo, 9 de agosto de 2009


Eu sonhei com alguma coisa ontem. Sonhei sim. Algo que não consigo lembrar. Mas sabe quando você levanta de manhã, e as coisas ainda estão ali? Alguns sussurros ficaram, como uma névoa, atordoando minha mente cansada. Considero muito irônico não lembrar meus sonhos, porque toda noite eu queria que eles virassem realidade. Ah, se eu pudesse apenas dormir pra sempre, e os dias virassem noites sem fim, até que as horas me consumissem... Por mais que eu tente pôr as coisas pra funcionar, nada dá certo. Eu me sinto perdida, numa barca a deriva, guinando em direção a um paredão de tédio, sem perspectiva. Acho que a vida não é assim tão bonita, acho que não há esperanças para desgarrados como eu. Acho que tudo vai acabar, sem mais nem menos, como ondas no mar. Clichê ? Não. É Sea Biscuit. Biscoito de mar é assim, vaporoso e etéreo, um nada atrás do outro.


Cest la vie ;*

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fios.


Hoje cortei meu cabelo, e nem foi uma mudança daquelas bem radicais. Mas o que me impressionou foi a quantidade de fios descartados no chão da sala. Parecia que eu encarava uma peruca ambulante, e ainda tinha muito mais na minha cabeça, pronto pra cair fora ao som da tesoura.
Eu fiquei meio estática por um tempo, olhando aquela massa de cabelo e rindo. As vezes a gente muda muito, e ninguém percebe. Foi mais ou menos assim que me senti. Quem me olhasse pré e pós navalhadas, não notaria grandes diferenças, mas eu noto. De repente tudo parece mais leve e dinâmico.
E sem querer ser boba, nem soar iludida, acho que o mundo é assim mesmo. As maiores mudanças são aquelas que você percebe em todos os sentidos, por mais que os outros não notem nada. Porque as maiores mudanças são aquelas que ocorrem dentro de nós mesmos.

domingo, 3 de maio de 2009

Lizard King


Jim Morrison, talvez o mais rebelde dos mais rebeldes rockstars. Um cara que não admitia levar uma vida qualquer. Um poeta moderno, dono de um vocabulário singular, e um estilo literário soberbo.

Jim Morrison, The Lizard King. A dona deste humilde blog adverte: o artigo a seguir é recheado de tietagem, cuidado pra não se molhar com tanta baba. Brincadeiras a parte, o mérito é todo de Mr. Morrison. Um cara que não admitia levar uma vida morta, que não se submetia às regras da sociedade...

Ele é inacreditavelmente atraente, por muitos aspectos. Tanto físicos quanto espirituais. Eu queria ser possuída por Jim, verdade. Queria aqueles cachos, seus olhos castanhos e sua voz. Eu queria ser capaz de levantar multidões, apenas saracoteando pelo palco. Ele é um homem e tanto. O lagarto tem inúmeros talentos, mas o mais notável é o descaso pela própria imagem.

Jim Morrison tá cagando e andando pro que pensam dele. E detesta que censurem seu bem maior, a música. Ele canta o que quiser, Eddie Sullivan, e por favor não o interrompa ! Ele não pode ser calado, quando resolve que deve falar, ele fala, e só nos resta ouvir. Ouçam The Doors, criem vínculos com a literatura, com poetas do mundo. Atravesssem as portas da percepção, Jim Morrison tem as chaves.






sábado, 2 de maio de 2009

Mr. Keef Richards.


Acredito de verdade no poder de Keith Richards. Não que ele seja um homem extremamente forte, ou de beleza rara. Mas no mundo em que ele vive, nada disso importa. Keith tem a agilidade exata com suas amigas de seis cordas, e seus riffs só podem ser mágicos. Ou tem outra forma de explicar a vida eterna do Sr. Richards ?

Alguém tem que lhe contar que até seres humanos tem prazo de validade. Será que ele pretende viver pra sempre ? Afinal, ele já caiu de árvores, passou a vida inteira bebendo, fumando e absorvendo outras substâncias nada amigáveis. Escapou de um incêndio, batidas policias e até sobreviveu à Anita Pallenberg ! No fim, só sobrará ele e as baratas...


Talvez ele e Jagger tenham feito uma aposta. "E aí Keef, quem vive mais ?" E agora, quem colhe os louros da dupla eterna somos nós. Espaço para comentar também a boa saúde de Charlie Watts. Pra quem ganha a vida explorando loucamente os braços, o lord inglês tá com tudo em cima, minha gente. Realmente só pode ter algo de perverso na música dos Stones, acho que aquelas melodias colantes, e elétricas, nos rejuvenescem.
Senhoras, fãs de plásticas e intervenções cirúrgicas, larguem o botox e vão ouvir Rolling Stones ! É juventude na certa ! E tenho dito.