qualquer coisa grite meu nome:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

just do it


E se todo o mundo coubesse na leveza de um sussurro? Na ternura de um abraço? No vento que corre por sobre as árvores? E se todas as pessoas simplesmente se deixassem levar pela simplicidade? É bonito ser sincero e calmo, sereno. Sentar sob o sol e sentir o silêncio imperar, e pensar em toda a sua vida, em todas as coisas boas e ruins, sem se preocupar, simplesmente pensar, e refletir. E acordar mais feliz.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

acredita em mim ?

Você sabe que não existe, você sabe. Você sabe que nada existe, na verdade. Você sabe que tudo é o acaso, e uma cegueira eterna, e um monte de sensações que no fim não vão a lugar algum, você sabe. Eu sei que você sabe. Mas você acredita em mim ?

sempre aprendo coisas novas com o House.

FIGHT THE POWER - PUBLIC ENEMIES

sábado, 13 de fevereiro de 2010

is today really saturday ?

mascarade
Eu quero celebrar o carnaval. Quero cair do seu lado nas esquinas, sujas de confetes e metros de serpentina. Que o suor do meu corpo, junto ao corpo teu, escorra à boca do esgoto e às ruas, de ladrilhos. Que o frevo ferva a alegria que, dentro de mim, entra em ebulição. Ainda não é quarta feira de cinzas, e meu carnaval mal começou.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ah, mas é a vida.

don't lose time, live your life
Um texto que se lê, uma janela aberta, um dia de sol, um sorriso. Todas as pequenas e sábias e lindas coisas que a gente às vezes não vê. Como é triste viver metade cego, metade surdo, e morto por inteiro. Todas as cores que não se sente e os sons que não se nota e as dores, até as dores, que se negligencia. Ah, como é triste, triste, triste, ter ojeriza à viver. Evitar o que existe e amar uma ilusão. Ah, como é triste.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Esse é pro B.J. rs

Não estranhe quando eu disser que gosto do seu cheiro. Ou que eu quero morder você. Gosto disso. Gosto disso tudo. Não ache absurdo quando eu contornar suas sobrancelhas com os dedos, e arranhar seu pescoço de leve. Tem tantas partes do corpo que as pessoas negligenciam. Ai, como eu adoro seus ombros. E que costas. E que ossos e que braços. E que pele. Que pele. É verdade, assim como para a música e as artes, meu gosto para as pessoas e a forma como eu as amo é diferente. Que poder tem um simples beijo boca-a-boca comum, perto de todo o resto ? Porque eu iria perder tempo no lugar comum ? Exatamente. Eu não perco.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

WARNING!

              Às vezes eu fico com medo de admitir que as pessoas me entediam. Por isso tomo distância delas. Por isso funciono de acordo com minhas necessidades. Por isso me aproximo, e depois me afasto, só pra me aproximar de novo outra vez. Um ciclo.
              Então o que eu faço é evitar contato demais, evitar que eu sature. As pessoas, de uma forma geral, não são más, e não têm culpa por eu ser assim. Ninguém tem que pagar o preço de gostar de mim e sofrer pelos meus costumeiros dias anti-sociais. Eu não peço que se retirem, peço que compreendam. Não é tão difícil.
              Deixem que eu falte às festas, deixem que eu seja rabugenta e ataque-os quando eu precisar. Mas não me deixem de todo sozinha. Porque eu sou hipócrita e idiota, o que, trocando em miúdos, significa que eu reclamo exatamente daquilo que me salva diariamente: as pessoas que me amam, que cuidam de mim, e que estão sempre ao meu redor.

Remember ?

- Hoje é terça-feira.
- Sim, eu sei. Que que tem ?
- Só quero que você lembre que eu quero ficar com você.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

pv.

Pavão misterioso, pássaro formoso.

Bivolt

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mas falando nisso...

Metade do tempo eu vejo as coisas se encaminhando para todas as outras pessoas. Amores que se resolvem, doenças que se curam, amigos que os visitam e cadernos que se enchem de equações geométricas. E a outra metade do tempo eu vejo minha vida indo pra todos os lados e pra canto nenhum, se esticando e morrendo ao redor de tudo que é "normal" mas nunca, nunca chegando em algum lugar. Como eu seria se tivesse um namorado, vida social, futilidades pra conversar, um rosto bonitinho e nunca lido um livro ? Mais feliz ? Ou só mais miserável ?

Nada contra os atleticanos, mas o cara pôs fogo no quintal.

converse sobre a vida, descubra teorias

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

foot

iesam

meu deus, como eu o amo.

'If I enjoy hating life I don't hate life, I enjoy it.'

House, House, House, pare de me atormentar a cabeça.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

My Love.

morrison

Ah, como eu procuro...

Eu acho que até a tristeza é boa nessa vida. Se a gente reconhece como se sente, e admite ser vulnerável aos sentimentos, tanto quanto qualquer outra pessoa. E tiramos das lágrimas e do grito e dos soluços, boas coisas. Boas coisas como oportunidades, aprendizado, e, o meu preferido, textos sobre o sofrimento e a angústia. Meus textos sempre me pareceram mais belos, sábios e profundos quando nascidos das minhas horas tristes. Hoje eu até me pergunto se, tal qual um viciado que procura a boca, eu não procuro situações tensas que me dão o que preciso pra teorizar. De repente não é o mundo e as pessoas e ele, em especial, cruel, frio e horrível como eu enxergo. De repente é a minha visão mambembe que, pretensiosa, dá ao cérebro o presente que ele precisa: tristeza para os textos tristes. Dor para os gritos emudecidos da voz e exarcebados na caneta e mão direita, e no punho cansado de tanto soluçar essas palavras. Lágrimas, mas não de água e sal, e sim de tinta e vírgulas e pontos e todos os acentos a que ainda tenho direito.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ballad of a mad header

toque-me=
Você entra sorrindo e eu vou embora dançando. É uma mensagem que chega, um líquido qualquer escorre pela garganta, uma instantânea tirada naquela polaróide que sua avó lhe deu no natal. A vida ecoa e resvala abaixo do nosso tango sentido, mas eu não me importo. Eu moro em cima de muitas pessoas, e quase todas elas têm filhos e gatos e peixes e carros e cachorros e empregados e fazem sexo de noite, e eu não. "Eu não" pra nada disso. Eu só escrevo e bebo café e lamento e celebro minha solidão, tudo ao mesmo tempo. Enquanto o mundo vive e envelhece, torpe, eu imagino e imortalizo coisas sem sentido, no papel. Coisas como o choro, a dança, o tango, o café, a música e o amor de um escritor. Coisas como a vida e seu milhares de rumos e canais estreitos, e paralelos ao meu. Coisas assim, cinzentas e sem importância, como um dia em que não choveu.

O que não faz sentido não é real.

garden states.

e não há remédio

domingo, 31 de janeiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

vespertino.

Todo dia eu levanto e ando, e bebo café e saio pra trabalhar. Não penteio os cabelos, porque eu sempre gosto deles da maneira que estão quando eu acordo, e aí saio pra trabalhar. Se eu uso meu sapato de couro avermelhado é porque eu quero que chova de tarde e eu volte pra casa molhado e sorridente, cantador e escritor, inspirado. Se eu lembro de pôr o cinto que eu ganhei no natal, é porque no caminho pro trabalho eu vou parar na padaria e olhar a vizinha, e comprar uma rosquinha e trocar uma piada vespertina com o velho manco que pede esmolas na calçada. Uma vez eu sentei na calçada com o velho manco e eu percebi que ninguém nos deu nada, acho que estraguei o dia dele, carma, essas coisas. Senti tanta pena e remorso, e ao mesmo tempo uma maníaca vontade de rir, que resolvi abrir a carteira e deixar todo o meu dinheiro ali, todo ele. Aí eu fui trabalhar.

how are we ?

todos somos assim, não somos ?

Bonitos, tristes, confusos,
mas danados de burros, e rindo pra sempre.

green eyed rocks of soul and shine.


Her eyes... Her eyes are little green rocks of ice. They shine... They shine and make me smile.
What beautiful wings and crowns does have the girl that possess that eyes.
If i could i know i would touch her, and burn down inside.
Because her eyes and lips and face and ears are all fire.
And fire hurts the same way it tastes golden.

everybody lies :x

either you and me

meading with connor.

No relacionamento, manda sempre aquele que se importa menos. Mas, apesar de toda a dor e possíveis mágoas, é mais feliz aquele que se importa mais e mais, e sempre.

you and me.

learn,
how to fly away...

and,
i will guide you home..

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

past of pieces

this morning i woke up a little sad
Dedo mindinho esquerdo torto e quebrado, cores vibrantes nas unhas, roupas sempre confortáveis, Doors com Queen, novembro, 1967, parte Jim Morrison, parte Charles Bukowski, parte Brian Jones.

-

Eu não quero
chorar mais e sofrer e sentir
Quero aquelas pílulas e remédios insensatos
que talvez me derrubem e me façam
morrer de dentro pra fora
Quero me anular

seems like poetry

Amar-te é sofrer-te. Sim, sofrer-te.
Beber do teu corpo é um puro dualismo.
Em parte vivo de prazer,
em parte morro de querer ter
o que você não pode me dar.
Digo sofrer-te,
com pronomes e afins
porque eu não sofro
simplesmente um sentimento,
eu sofro você.
Sofro seus pulsos, sangue,
seu cabelo e humor deprimido.
E ai, ai de mim que sou amante,
não abro mão disso, de nada,
de sofrer-te.
Eu te quero, de qualquer forma que vieres,
mesmo que ter-te
signifique sofrer-te
no meu caminho errante.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

auto entendível

eu recomendo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

oi.


Ninguém precisa realmente entender as coisas que eu digo, leio e escrevo (e, às vezes, até arrisco cantar). Porque eu acho que ser sempre cem por cento compreendida deve ser horrível. É bom às vezes pegar o trem que ninguém mais pega. Você desce fundo, bem fundo, na toca do coelho e ninguém te segue, ou faz companhia. Talvez você volte de lá mais velho, totalmente sozinho e com o felpudo rabo branco meio sujo. E talvez não volte nunca. Mas que graça teria o mundo sem esses momentos sombrios de dúvidas e mergulhos em poços profundos ? Ao menos você volta mais esclarecido. E auto-conhecimento é a única coisa que eu acho que me dá a corda que eu preciso.

Se você tivesse que jogar fora a sua televisão ou o seu computador, qual você jogaria?

eu jogaria fora a mim mesma.

be free :)

Você é introvertido ou extrovertido?

eu acho que eu posso ser as duas coisas, tem nome pra isso, é bipolar.

be free :)

Qual é a sua lembrança mais antiga?

Eu lembro de ficar sozinha em casa lendo livros e mais livros, passando dias e dias deitada e só lendo. Mas minha mãe insiste em dizer que isso nunca aconteceu.

be free :)

pareço moderno (8)

Gosto de cinema. Ponto. E vivo cheia de manias. Confesso que tenho uma certa pré-dislexia. Às vezes eu surto mesmo. Mudo de assunto. Sumo e não assumo a minha lucidez.
Caio na balada, admito. Alimento meu espírito com litros de café e saio pra dançar. Sempre quando acordo cedo, crio uma canção maluca ligada ao sonho e ao Ménage a Trois.

old words of a sadness heart.

Eu gosto de pessoas. Gosto de pessoas baixas, e de pessoas altas. Gosto de pessoas de todas as cores e formatos. Só não faço boa digestão das pessoas quadradas, elas descem arranhando a gente por dentro. Gosto de pessoas que externam o que sentem, são as mais inteligentes que eu conheço. Gosto daquelas que pintam quadros, e que perdem no futebol, e que tomam caipirinhas na esquina (mas não gosto de caipirinha), gosto de pessoas que lêem bons livros, e que conversam sobre os livros que lêem. Gosto daquelas que choram por bons motivos, e daquelas que choram por motivo nenhum, apenas porque deu vontade. Gosto de pessoas que gostam de pessoas, e que cuidam do próximo como a si mesmo. Eu gosto do mundo afinal, apesar de tudo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hoje eu acordei vazia

e não vou pôr pedaços de mim nesse blog.

legs, oh legs.

sábado, 23 de janeiro de 2010

sobre o ofício da pena.

to write is to live, than to explode into fellings
Se você consegue escrever um texto que tenha aquele jeito meio introspectivo de filme noir. Se as porras dos seus dialógos parecem perfeitamente normais e adaptáveis ao cotidiano. Se as tramas criadas por sua mente careta parecem ter realmente acontecido um dia... É quase certo que você está no caminho da coisa, e que um dia chega lá.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vendendo Cadillacs no deserto do Arizona.

era o destino ?
Grace tira os óculos escuros e pergunta, solene:
- Você pensa em suicídio ?
- Como ?
- Su-i-cííí-dio.
- Não recentemente.
- Axel senta-se ao lado dela.
- Eu penso nisso o tempo todo. Quero voltar como uma tartaruga.
- Tartarugas são muito legais.
- É, elas são o máximo.

Então ele vira o rosto e observa Elaine por sobre o ombro.
- Ela não é minha mãe de verdade, sabia ? Ela casou com meu pai. Ele morreu. - Grace comenta.
Axel suspira e volta a olhar para a frente.
- Meus dois pais morreram. - Ele diz.
- Você fica como seus pais. Mesmo que não sejam seus pais de verdade. Vou me matar antes que aconteça isso.
Ela levanta do sofá branco e acende um cigarro.
- É mesmo ?- Ele pergunta.
- É.
- Não está exagerando ?
- Não.
- Ela volta a se sentar do lado dele. - Não tenho mais fósforos ! - Reclama para si mesma.
Axel volta a olhar para Elaine.
- Olhe minhas mãos, não são minhas mãos. - Grace o chama de volta. - São as mãos dela ! Gosta das minhas pernas ? Eu as odeio ! Às vezes, me sento, e, quando olho para baixo, minhas pernas estão cruzadas exatamente como as dela !
- Bem, ela tem pernas bonitas.
- Sim, ela tem.
- Porque é tão ruim virar sua mãe ?
- Espere só. Um dia você acordará igual ao seu pai, espere só.
- Errado, meu tio é toda minha família.
- O que ele faz ?
- É dono deste lugar em que trabalho.

Ela sorri, irônica, e ergue a mão.
- Viu só ? Meu pai tinha a terceira maior mina de cobre do Arizona.. Adivinha ? - Axel torna a encará-la. - Agora eu tenho a terceira maior mina de cobre do Arizona. Você é um idiota se pensa que pode escapar.
- Não me chame de idiota !

Ele levanta e vai embora.
Ela sorri.

Arizona Dream - 1993

me adsum qui feci

Agora eu sei que sempre estive certa.
Morri, e esqueceram de me enterrar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alice Is Dead -


Jogo super sombrio e empolgante, inspirado em "Alice's Adventures In Wonderland".


Play Chapter One

Play Chapter Two

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

lonely girl

soul
Já li sobre pessoas que tinham a mesma síndrome que eu tenho. É uma coisa sem nome, que eu não entendo. É denso, e parece que faz mais mal do que bem. Tantas e tantas vezes quis livrar-me desses sentimentos, mas é impossível. Eu tenho que me atacar, cortar todas as amarras de carinho, essas coisas. Preciso me perder na aura romântica dos livros, e das músicas que vivem há mais tempo que eu. Um mergulho profundo na minha mente, e você voltará coberto de poeira. Resquícios de alguém que vive 40 anos no passado. Sou demente. Eu acho que essas é a maneira mais exata e eficaz para me manter ativa. Bagunçar toda a minha cabeça, e deixá-la sem tempo para se reestruturar, e então eu não me acomodo. Quero mudar o tempo todo, e aprender coisas novas, e escrever e pintar e cantar músicas sobre isso. Porque é assim que eu vivo. E gosto de definir minha aura como brilhante. Porque isso faz de mim mais feliz.

the doors of perception

dad
"Se as portas da percepção estivessem sempre claras, tudo pareceria ao homem exatamen-te o que é, infinito"- Aldous Huxley





Romancista e ensaísta inglês. Nasido em Surrey. Escreveu relatos sobre a sociedade inglesa de sua época, e sua inquietação perante as preocupações intelectuais e eróticas de Londres. Um de seus livros, "As portas da percepção" relata seus experimentos com a mescalina.

just again down here

Síndrome de Borderline, deliciosamente dançando em cima do muro. Tem dias que acordo amante do mundo, tem dias que acordo sua assassina. Ou um círculo perfeito, não tendo nem um pólo definido sequer. Durma agora, durma.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

rumo a la praia;

family
clandestina
e
ilegal

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

hey son

daddy
Bons exemplos a gente aprende de berço, ou não ?

O vício dela.

yes
Tenho uma série de pequenos vícios desses que fazem um mal danado. Gosto muito de café, chegando a beber um litro por dia. Durmo tarde e me recuso a acordar cedo, porque sou imprestável pela manhã. Ouço música demais, leio demais, vejo muitos filmes alternativos, e tudo isto que poderia ser maravilhoso tende a me “alienar“ do resto do mundo. A maior parte das vezes sou uma criatura que não se insere no meio em que vive, a menos que gentilmente convidada – e sendo respeitadas as diferenças. Até escrever, que é a coisa mais absolutamente natural para mim, dizem que logo pode me matar. Dizem que essas síndromes de escritor virão me acometer e farão com que eu sucumba precocemente. Mas eu, sabe, continuo a rir e acreditar que mais vale ser feliz e persistente do que triste e acomodada. E que a vida só é linda quando recheada de pessoas e seus pequenos vícios, tão deliciosos, e, indo contra tudo que se crê, inofensivos.

ponto e vírgula ;

Às vezes a gente perde tanto tempo pensando no que poderia dar errado, que esquecemos de celebrar o que deu certo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sex machines.


todo
deus

Não adianta que eu tente explicar-lhes o que acho bonito, porque já descobri que o meu conceito de beleza é totalmente diferente do senso-comum. Já me aconteceu um monte de vezes de exprimir meu interesse pelos alvos menos óbvios, e ser censurada por isso. As pessoas acham que podem julgar umas às outras, ou, ainda, julgar aquilo que os outros pensam do mundo. Deus, se eu digo que alguém é lindo, essa pessoa de fato o é. Mesmo que somente naquele momento, mesmo que somente para mim. Nada tira o mérito e a força das minhas opiniões. Não mesmo.

Quando eu olho para as coisas e pessoas que me cercam, tento ler mais do que o superficial, a capa externa. E é nesse momento que uma sutileza, imperceptível aos olhos menos sensíveis, pode captar e prender minha atenção. Não sei pôr exatamente em palavras, mas posso tentar: às vezes uma tatuagem, o corte de cabelo, o tênis de lona surrado, ou a estampa da camiseta; às vezes o brilho do olhar, a presença de um cigarro entre dedos, entre lábios; o modo de andar; o espírito. É, acho que o que faz com que eu ache as pessoas lindas, ou simplesmente indiferentes, é o quanto elas conseguem transparecer da alma num primeiro contato, uma troca de olhar. Sempre disse que esse mistério, esse jogo de “venha pegar mais” me conquista mais do que a aparência física propriamente dita. Não que eu não nunca me engane, mas você sabe, é uma coisa de alma.

Taí
HAHUAHAUAHUAH
habilidoso

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

my revolution.

A minha causa é nobre, mesmo que desconhecida. É nobre porque vem do fundo do meu peito, literalmente. Porque sai em gritos de pânico e ecoa por sobre minha alma. Nobre porque choca até mesmo a minha própria mente. Nobre, de verdade mesmo, porque nos tempos em que eu vivo, tudo que é diferente e levemente mais inteligente do que o resto, assim o é: nobre simplesmente. Você sabe bem disso...

For the people who like to get down slow:

Quando não fazia muito frio na cidade, e as noites estavam suficientemente nubladas para nossos olhos sensíveis, Keith costumava vir me pegar em casa. Saíamos às ruas, para andar e beber um pouco, relaxar. A gente carregava quantas garrafas pudéssemos, a pé. Eu estava acostumada a ter gargalos espetados dentro da mochila, no forro do casaco, nos bolsos. Pouco importava se a bebida fosse ficando quente com o passar das horas, ou que não tivéssemos onde sentar. Para ser totalmente sincera, a gente era jovem e impulsivo demais para se preoupar em parar um pouco, em sentar.
Ele sempre trazia consigo alguns cigarros, mas nunca dentro das carteiras originais. Seu fumo ficava numa cigarreira prateada, que um dia tinha sido do seu pai, e que eu acho que ele carregava para todo lado como um prêmio de consolação. E era assim que funcionava pra gente, era nosso ritual. A gente bebia e fumava, e se Keith lembrava de levar a harmônica, também cantávamos alguns rocks e blues bolorentos. Nunca voltávamos para casa antes da meia noite, isso quando simplesmente não voltávamos para casa de jeito algum. A única coisa que jamais fizemos, e da qual me arrependerei eternamente, foi trepar na rua. Uma vez chegamos muito perto disso mas, não sei porque, simplesmente não terminamos ali mesmo. Acho que, muito infelizmente e contra nossa própria vontade, a pouca moral que tentaram incutir em nossas mentes quando crianças persistiu afinal. Uma grande pena.

sábado, 9 de janeiro de 2010

words of double meaning

Pode parecer conversa de deprimidos, mas o que mais haveria aqui ? A tristeza sempre foi meu mais nobre catalisador. E quando ela vai voltando pra casa, pra dento de mim, sinto tudo saindo da órbita. As coisas, na mais brilhante forma que eu conheço, são empurradas e esticadas e esgarçadas até romper e sangrar. E derramo minhas hemorragias e coágulos nesses pedaços de papel pardo, sujos pelo tempo. Que graça, as palavras são minha sutura, e eu ainda preciso de muitos e muitos pontos.

DONT TRY SUICIDE


Tem dias em que quero morrer. E quase chego a acreditar firmemente nessa hipótese. Mas basta pensar melhor, refletir um pouco, e eu lembro de tudo que é meu grito. Principalmente do Dont Try Suicide.

quotes #02

"Algumas pessoas nunca enlouquecem. Que vida realmente horrível elas devem
viver" - Charles Bukowski

-

Mãos de músico. Dedos ágeis. Olhos de poeta, dois brilhantes.
Uma mente cansada, risadas suaves. Pele quente, voz de cometa.
Gosto quando você acha os cantos certos do meu corpo e descansa por ali.

Gosto do seu sarcasmo desinibido, dos seus excessos.
Gosto até dos seus defeitos chavinistas, do seu niilismo,
dos momentos de tédio e depressão.
Porque logo você sai dali, limpo e lindo.
Eu amo você.

e eis que a página completa 66 anos.


"I may not believe in myself, but I believe in what I'm doing. "

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

we wish you were here, syd.

Ontem foi o dia do nascimento de Syd Barrett - realmente não sei se conta como aniversário, quando o aniversariante já morreu - e mesmo que eu lhe "deva" alguns ótimos momentos, não me sentiria bem fazendo um texto piegas. Fleuma, pra mim, é equivalente à um soco no nariz. Lateja.

Não sou dessas que usam frases como "eu o amo" e "ele era um gênio" em textos desse gênero. Não sei, acho tão forçadamente fanático e, ao mesmo tempo, vazio do verdadeiro sentido: amor pelas criações de Syd.

Não é pro cara que eu dedico meu sentimento, mas pras suas canções. O afeto que respinga nele é reflexo de um fato curioso: suas músicas espelham minha alma, nascida, criada e evoluída cerca de 25 anos mais tarde.

Acho digno terminar tudo isso agradecendo pelo fato de Barrett ter terminado no Pink Floyd,e não numa ala psiquiatrica. Se parte do que eu sou hoje é culpa do diamante louco, acho ótimo que ele tenha sido um louco de ouro, músico, e não simplesmente um número no registro hospitalar. Ter sido livre ao invés de dopado com remédios, morto pelo sono do cerne criativo, legalmente drogado ou acorrentado pelos modismos. Que tal ?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


É verdade, e eu concordo com tudo que vem sendo dito.

Sesame Street.


Encontrei um alter ego novo, azul felpudo do nariz vermelho, voz arrastada e nome de monstro de ficção B. Sou Grover.

Tenho medo de um poste dotado de cosciência, que me segue. Tento alucinadamente encontrar um novo parceiro estável e solícito. Um muro.
Parem o muro. Quero descer.

Gosto de azul, gosto de corujas, gosto do Elmo. Gosto de imitar patos, e cara, não atrapalhem minha canção. Ai. Não atrapalhem.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ér

- E Charles Manson não é o único assassino - eu disse.
- Não. Não mesmo. Pelo menos ele os matava diretamente, não é como esses crápulas, que nos matam aos poucos e de longe - ela retrucou.
- Os impostos, o governo, a impotência e a lei seca ?
- Exato.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

anti-suastique, anti-nazi.

Milhares. Milhares de pessoas.

Passeata política, protesto capitalista.

Centenas de corpos amontoados,

naqueles campos de refujiados.

Criação dos malditos, os nazistas.

A guerra vermelha, a profunda garganta.

Millhares de centenas de mortes, um genocídio.

Não há intervenção, não há mão santa.

Deus é, na verdade, militarista.

Alemanha.

Doce Alemanha, nadando em banha.

Bomba. Poeira. Ambulância. Gritos.

Brada Alemanha. Jesus não tem ouvidos.

Porque ele morreu e ressussitou um Hitler.

Heil Führer.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

merry xmas and anything else

Sempre sofro bloqueios na noite de natal. Porque é extremamente difícil pra mim aturar as máscaras. A mesa orquestrada, os vinhos, champagnes e toda sorte de bebidas anestesiantes. Porque não podemos simplesmente abraçar-nos em silêncio ? É realmente necessário todo esse brilho, essa coisa forçada, produzida ? Entretanto, de que me serve somente reclamar ? Seria hipocrisia da minha parte dizer que não gosto das luzes, dos embrulhos (acho quase uma arte saber combinar aquelas cores, laminados e laços), e dos presentes. Sim, dos presentes também. Mas não montes deles, não coisas que não usarei, não coisas caras, somente pelo status, pelo valor monetário que representam. Um livro, um cd, talvez uma xícara da Monroe. A verdade é que, pelo menos aqui em casa, aos poucos eu mudo a cabeça de todo mundo. Aos poucos deixamos a presepada de lado e nos concentramos no mais importante: amor e risadas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

pure literature.

Vou me formar em literatura, mas vou ser autoditada. Vou perseguir os homens das penas e das máquinas de escrever, porque não tenho fervor pela atualidade. Quero morrer enterrada em papel pardo e grafite gasto. Quero a companhia de Bukowskis, Faustinos, Byrons, Huxleys, Wildes e Poes... São tantos os homens de minha vida, e todas as noites os convido a passear na minha cama. Na minha mente. Pode-se dizer que armei uma farsa, para vender minha alma aos livros. Meu destino é exato e conhecido: um epílogo lamuriento e melancólico. Um final quase que brilhantemente conduzido. Um parágrafo final desgarrado de auto compaixão.

jealousy

Tudo nessa vida se resume à ciúmes e possessão. Você tem uma bela amiga, uma mulher incrível que, além de bonita, te faz rir. Você acha que deve, que pode, se apaixonar por essa, que é tão inocentemente parceira. Que jamais teve ciúmes de você. O problema é que as mulheres, sabe-se lá porque, dividem as coisas em categorias estranhas. Amigos, namorados, homens para transar, etc, etc. E a partir do momento que você se torna o objeto de paixão, é quase certo que ela vai estragar tudo, com o terrível ciúme. Eu não. Eu não divido nada em categorias, eu sempre mostro absolutamente tudo que sou, ou que posso vir a ser. Eu jogo limpo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Por ter vivido tanto tempo do seu lado, ouso dizer que te conheço muito bem. E mais, que todos nós voltamos às nossas casas, cedo ou tarde.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

de Darwin ao cansaço mental.

Wikipedia. D-A-R-W-I-N. Evolução. Ilhas, beagles, navios, países, animais, teorias, primas. Youtube. Espanhol. Traduzir. Windows Movie Maker. Travou tudo.

A síntese de um trabalho sacal, o meu cansaço mental. HAHA (?)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

eu e eu.

Meus ícones de quando criança agora estão todos destruídos. E isso me faz sentir de novo aquela velha tristeza: quando é que eu vou me destruir ?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

dear aunt iries.

Você não precisa falar assim com ninguém. Isso é certo e bem sabido. Creio que sua prepotência se transmutou de bichinho bem educado a monstro faminto. Não é seu tom de voz agressivo que vai abrir caminhos. Na verdade, como eu sempre suspeitei, ele te cativa milhares de desafetos. Se cada vez que você se sentisse irritada, caísse um pedaço do seu corpo, agora nada mais restaria aí dentro. Aliás, sinto que é exatamente isso que se sucede. Mas você ainda não percebeu. Uma lástima.

pequeno ser híbrido.

Ele passou quase todo o dia me jogando indiretas. Aliás, são tão indiretas que alguém deveria me dar créditos por percebê-las. Sempre me atraio pelos psicóticos em potencial, e dessa vez não seria diferente. Mas sei lá, vindo dele, aqueles abraços, perguntas, cutucadas, mordidas, aquela vontade de cuidar de mim, de passar os dias comigo, de dormir na minha casa... É óbvio que ele me quer. E o mais estranho é que eu acho que o quero também. Tenso. Admirável. Casal de esquisitos. Não somos lindos?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

come along with me'

Eu não sou um brinquedo. Não sou interativa. Não sou um gatinho indefeso. Eu mordo.
Nem sempre tô a fim de papo, às vezes prefiro um livro.
Eu posso ser anti-social, descrente convicta, misantropa e niilista. Mas cara, só pra confundir minha própria cabeça, também sou carente afetiva, desprovida de segurança amorosa, e tola. Uma grande tola.
Creio que viver ao meu lado seja insuportável... para os chatos e acomodados.

Ham On Rye, Bukowski, pág. 241


A cafeteira Clifton era bacana. Se você não tivesse muito dinheiro, deixavam você pagar com o que tivesse. E se você não tinha um puto sequer, não precisava nem pagar. Alguns dos vagabundos iam até lá e comiam bem. O dono do lugar era um velho rico e bondoso, uma pessoa fora do comum. Eu jamais ia lá para me encher de comida. Ia para um café, um pedaço de torta de maçã pelos quais pagava uma moeda de níquel. Às vezes eu pegava uns cachorros-quentes. Lá dentro era quieto, agradável e limpo. Havia uma enorme fonte d'água e você podia sentar junto à ela e imaginar que tudo estava bem. A Philippe's também era bacana. Por três centavos você conseguia uma xícara de café com quantas reposições quisesse. Você podia ficar o dia inteiro por lá tomando café, e eles nunca pediam que você se retirasse. Independentemente de sua aparência. Apenas pediam aos vagabundos que não entrassem com seus vinhos e não bebessem lá dentro. Lugares como esses davam a você um pouco de esperança quando não havia nenhuma ao seu redor.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

quotes.

"É difícil fazer um homem compreender algo quando seu salário depende, acima de tudo, que não o compreenda."
- Upton Sinclair

"Nossos professores americanos gostam de sua literatura limpa e gelada e pura e bastante morta."
- Sinclair Lewis

suicidas em preto e branco.

Keith Richards, Leila Diniz e Paul McCartney.

Gosto deveras daquelas imagens em preto em branco. Homens e mulheres que seguravam entre os dedos o cigarro fumegante, absorvendo a fumaça que subia anelada. Sorridentes, algumas vezes até, mas na maior parte delas reflexivos. Como se pudessem prever para onde a boêmia os levaria. Perscrutavam o horizonte, ressabidos, o semblante fechado. Podiam ver o nefasto futuro que se aproximava. Meus suicidas em preto e branco mataram a leveza do meu ser. Levaram-me junto com eles à reflexão nostálgica. Fizeram de mim um fantasma vivo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu acredito no deus baco, ato segundo.



"So god is bad? No. God is an illusion."

Eu acredito no deus baco, ato primeiro.


Dei uma enorme talagada. Julgava ser capaz de drenar o canecão de uma só vez. Não importava que fossem quase 500 ml de puro vinho, já tinha feito isso antes, com água, e não poderia ser diferente... Engasguei-me e cuspi tudo que tinha na boca, exausto, derrotado.
- Merda!
O vinho ricochetou no chão de linóleo, manchando a madeira, criando imagens subjetivas, alucinantes. Criando hieróglifos em homenagem ao meu primeiro trago. Sabia que era só uma questão de tempo, de hábito, de prática. Muita prática, todos os dias. Logo secaria barris e barris de vinho. Logo, logo.

hugs

O melhor presente que você pode me dar é um abraço: ele é tamanho único, e você não vai se importar se eu quiser devolvê-lo.

to lolly (L


Elas eram amigas. Andavam juntas pela calçada, uma um pouco a frente da outra. Como se se protegessem. Eu não duvidava. Afinal, elas eram amigas mesmo. E não se pode duvidar da amizade.

must the show go on ?


Ouça Pink Floyd, desenhe prismas, escreva em conativa. Pinte as paredes do quarto, transgrida as suas próprias regras. Tenha bigode, barba e cabelo.

rent on


Escolha sua "vida". Escolha seu futuro. Escolha seu emprego. Escolha sua carreira. Escolha sua família. Escolha uma televisão enorme, um carro último tipo, celular e microondas. Escolha jóias, ternos de um tecido caro, viagens para Paris. Escolha tudo isso e tente imaginar-se feliz, entre todas essas coisas, num domingo de manhã. Eu não escolhi nada disso. Porque escolheria? Para ser igual à você? Eu escolhi viver...