qualquer coisa grite meu nome:

domingo, 18 de setembro de 2011

Crianças humildes correm atrás de mim, e perseguem sonhos que nascem em cipós de ouro ao redor dessas florestas. Na verdade não me importo, poderiam ser crianças caindo de estradas, e caindo depois em valas, e morrendo por velhos ideais que não entendo... que não entendemos - eu e as crianças. E me pergunto, será que um dia já fui assim? Às vezes acho que nasci contendo uma alma que já é velha, alma que percorreu souks e vestiu túnicas antes que a terra fosse tão salgada; que apertou a mão de reis e se viu escapar por pescoços cortados à mando destes mesmos reis... É que a vida é assim. Misteriosa.

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domingo, 14 de agosto de 2011

Ainda que existam os sonhos, parece-me que a tendência atual é que estes estejam sempre a uma certa distância que nos é incomensurável.
I feel tired embarrassed and confused.

A gente se cansa das coisas ruins e quer que desapareçam.
A gente esquece que é a gente que transforma o ruim em melhor.
Eu preciso aprender.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sinto-me, não entristecida ou deprimida, e sim asbtraída e abandonada. Como se tivesse saído de mim e esquecido o caminho de retorno, como se não soubesse mais quem sou ou o que me agrada.

sábado, 25 de junho de 2011

I am not going to lie to you - she said

Writing amuses me - she said

I can pretend I am not what I really am but somethig as amazing as what I write about - she said

I love the fact I can change the destiny and fate curves itself for me as I pass with my pen and pencils - she said

She was saying all these things and words were going out of her mind and going out of her mouth and floating directly to my brain and I felt

oh god I felt

I felt she said everything I wish to hear in my entire life

she said

I felt she said

quarta-feira, 8 de junho de 2011

I wish I could know if there are more girls like me, which love male beings over everything above. It's not about their gorgeous hair, fingers, hands, back, bones, muscles, tongues, eyes, smiles or confident air, it goes beyond. For me, a truly hero, the survivor, the warrior, my love, is the essence that lives on their souls. Well, I can't explain... It's just that's love for me is too complicated, for I don't love concrete things - I love spirits.
Ainda reside em minha memória, persistente como ramídeas selvagens, a necessidade e o prazer por ter amores platônicos. Não necessito, sobremaneira, alguém a quem possa fisicamente tocar ou sentir o pulso bater... Na verdade, acho desgastante esta relação física, pois habito perfeitamente satisfeita a terra da imaginação. Certamente hei de ser julgada e condenada na mente alheia, pois se trata de um vício individualista e incompreendido, mas não me importo. Não mesmo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Às vezes eu tenho essa consciência ferrenha de que as únicas pessoas que serei capaz de amar completamente - a ponto de realmente ser físico e inquestionável - são as que pertencem ao meu círculo familiar mais próximo, com as quais venho convivendo muito antes de qualquer acontecimento crítico anterior ao ódio instaurado no meu corpo. De resto, todos esqueletos e lembranças torpes do que eu não gosto, não admiro e não quero para mim.

Sou terrivelmente egoísta e odiosa, e todos deveria nutrir pela minha pessoa o sentimento que eu mesma me direciono.
A Oceania estava em guerra com a Lestásia: a Oceania sempre estivera em guerra com a Lestásia. Grande parte da literatura política dos últimos cinco anos tornara-se completamente obsoleta.

George Orwell, 1984.

domingo, 5 de junho de 2011

não quero que ninguém comente. parece até que esquecem que eu não gosto das pessoas. não, não saí. não fui porque não quis.
Lição de moral só requer uma credencial: moral. E você não a tem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

long time ago

domingo, 22 de maio de 2011

I loved you and it was not my fault.


Fazia frio, um frio daqueles que preenche as fantasias de natal de pessoas que moram em terras tropicais. Frio que passava pelas tramas de algodão e lã das minhas roupas mornas e congelava os ossos embaixo das minhas carnes. Eu sentia pena do peixe dourado no aquário diminuto sobre a mesinha do quarto, e decidi que encher o aquário com água morna da torneira era uma boa forma de aliviar esse sentimento obscuro.

Quando ergui o vidro contra meu corpo, o peixe boiou pateticamente seguindo a inércia dos meus movimentos. Um peixe que não tem forças sequer para contrapor as forças das águas ao seu redor é motivo suficientemente triste pra deixar muita gente refletindo sobre a injustiça do mundo... De qualquer forma, lancei um olhar sobre as escamas que não reluziam, que estavam agora amareladas, sujas e empobrecidas; traíndo o fulgor do dourado que antigamente brilhava refletindo o sol da janela.

Fui até a pia do banheiro e girei a torneira para o ponto morno. Testei a água com o dorso de minha mão e, satisfeita, posicionei o aquário sob a torneira. Imaginação minha ou não, vi o peixe abrir a boca extasiado, como quando mergulhamos muito fundo e no último minuto de ar e de fôlego rompemos novamente a superfície da água. Comecei a pensar em outras maneiras de manter meu companheiro vivo até o fim do inverno. Mais comida? Enrolar alguns cobertores em volta do aquário? Colocá-lo em cima do aquecedor? Guardar meu peixe dentro do forno - obviamente desligado?

Me distraí, e só no último segundo percebi que o peixe havia caido na pia e lutava com seus últimos instintos contra a pequena correnteza artificial que o puxava para o ralo. Cravei minhas unhas em seu rabo gelatinoso, o frio da porcelana ensopada enviando choques para o meu sistema nervoso, o peixe derretia sob meus dedos e no segundo seguinte, já não havia peixe nenhum. Ele se fora, ralo abaixo, junto com toda a água fria.

Voltei para o quarto, pus o aquário vazio sobre a mesa novamente e voltei a sentar na poltrona de leitura. Era sempre assim, em todo o lugar o inverno fazia suas vítimas, tragando a gente ralo abaixo, junto com todo o frio do mundo.

sábado, 21 de maio de 2011

Definately there is more to me to see on the world. As long as I know, we only survive for one reason: because we were strong enough to... and when you are strong, you can do whatever you want.

sábado, 7 de maio de 2011

Todas as coisas tristes que nos acontecem são guardadas dentro de lugares inacessíveis e escondidos, mas transponíveis. São coisas que transbordam e contaminam aqueles sentimentos de impassividade e as ambições da juventude. Nos acomodamos a ser amargos e hostis, crendo que a vida pede este comportamento. Nos acostumamos a ver inimigos por todos os lados porque nós mesmo somos estes inimigos.

There's all the more reason for laughing and crying
When you're younger and life isn't to hard at all
Drowse - Queen

terça-feira, 19 de abril de 2011

Você nunca me amou, não vamos nos enganar. Porque você nem sequer cogitou a possibilidade de me amar, só achava que era fácil estar comigo. Bom, não é.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

western dream

Não é que eu seja má pessoa, é que na maior parte das vezes não tenho paciência.
Parecia que tinha partido para qualquer outro lugar e esquecido de levar o corpo junto, que ficou para trás me encarando com os olhos muito vazios e tristes.

domingo, 10 de abril de 2011

Creio que eu tenha me apaixonado por ela naquele primeiro dia, quando a vi andar. O corpo todo me lembrava a forma estranha que o mar tem de jogar e seduzir a gente sobre as ondas. Era mais ou menos assim que eu via as coisas, que eu a via. Como um pedaço vivo de oceano que tivesse escapado do que deveria ter sido. Era bastante instintivo. E talvez essa peculiaridade explique o que eu não consigo explicar, que é porque eu não podia me afastar dela... Poucos homens sabem do que falo, mas aquela mulher era do tipo que você não pode esquecer, por mais que tente. Ela nos atrai e repulsa ao mesmo tempo. Creio que ainda a ame.

domingo, 3 de abril de 2011

heysátan

Não é que eu esteja cansada, é que não há nada melhor pra fazer. E nesse meu mundo quem manda sou eu, mas pra isso não posso aceitar ninguém aqui dentro. Todos ficam do lado de lá. Na verdade, não me importo mais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quando eu era mais jovem, acreditava em coisas que eram fáceis demais e não me importava com isso. Hoje, eu sonho, mesmo que não ache que estes sonhos possam vir a se realizar. Sou um ser humano ligeiramente fora de série, eu sei.

quarta-feira, 16 de março de 2011

It's a calming name like windowing
There's nobody else with your babe's little eyes
This is number fourteen out of how many tries
Your voice has a calming strain, all whispering


sexta-feira, 11 de março de 2011

sistema

O marido diz à vendedora que vá embora. E que não olhe para trás. E que leve todas as caixas. E que não sorria para a esposa.
A esposa se sente submissa, mas o pelo do novo casaco de pele parece que apaga o peso da submissão.
O marido sorri, acariciando as notas de dinheiro no bolso.
A vendedora vai embora, labutando, carregando as caixas cheias de sonho que nunca lhe pertenceram. Sonhos que ela vende para quem pode pagar. Pagar o dinheiro que também não vai lhe pertencer.

terça-feira, 1 de março de 2011

Estes são os dias em que invariavelmente me sinto cansada e sem perspectivas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Faz tanto tempo que não escrevo, tanto tempo que não sangro.
Tanto tempo que não berro, não exalo meus desânimos.
Faz tanto tempo que dói estar assim, angustiado, solitário.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mostly I just feel my blood is as dry as dust.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Se perguntarem-me se faço arte, direi simplesmente que o que faço não precisa ser catalogado. Pois cada uma das coisas que eu crio são como pedaços de mim que deixo para trás. Fazer "arte" é algo que se faz sem pensar a respeito. Como disse Bresson, fazer arte é como fazer amor, nunca se pensa muito durante o ato.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

É quando você se sente mais instável, como se o sangue que corre em suas veias não fosse exatamente seu, mas de milhares de pessoas - espíritos - diferentes; neste momento não importa o que possa ser dito ou feito em seu favor, você se sente terrivelmente perdido.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SEGUINTE BROTHERS, MORRAM DE INVEJA.


PORQUE ELE É UM DEUS

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

existe algo no preto e branco e no obscuro que me fascina

TRULY LOVE IT

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the wolf

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

YOU ASK ME WHY?

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THEN I AKS YOU: WHY NOT?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sabe quando você abre uma porta e olha dentro de uma sala realmente muito velha e feia e aí se convence de que a melhor coisa é dar o fora imediatamente? Se nós nascêssemos com quinze anos de idade, certamente seria essa a primeira impressão ao dar de cara com a vida. Mas não é assim que funciona, todo o sistema da existência humana. Nascemos indefesos, ignorantes e mortos de fome... E, para ser completamente honesto aqui, morremos da mesma forma.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nada de títulos perdidos na casa abandonada por deus.

As coisas não andavam nada saudáveis aqueles dias, de uma forma geral. Ele passava as noites fumando escondido e rezando para que as cinzas não caíssem sobre as fronhas. Era foda explicar no dia seguinte de onde tinham vindo as marcas. "Incensos" era a resposta mais comum e mais óbvia. Mas que pessoa, por mais ignorante e tacanha que fosse, acreditaria naquilo pra sempre? A mãe dele certamente que não.
Às vezes antes de dormir, depois de se livrar do resto dos cigarros que ele batia num copo velho de requeijão, achava que via coisas que não podia explicar. Talvez sua mente estivesse realmente por um fio, como é que ele poderia saber? O maior problema de ser louco é que você nunca percebe quando aconteceu. Pode até achar e se convencer de que sabe de onde veio, mas pode realmente afirmar sem medo?
A demência era uma boa companhia para as noites insones, admitiu por fim.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Se eu pudesse, certamente escreveria um livro. Mas um livro é absurdamente diferente de um pequeno conto - algumas pessoas simplesmente crêem que não. No livro você tem que ter certeza do fim muito antes de começar a esboçar o início. Não se pode escrever um livro até que se saiba com certeza como ele termina, pois nenhuma história começa bem sem um final detalhado. Estejam certos disso.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Old indians never die... they just have better stories to tell




it is in fact something on the blood
something truly from earth
something you can't contest

it is in fact something that burns
something that lights and shine
something that holds the stars

it is in fact being part
of the giant feast of friends
that keeps us alive
thru the cold winters
thru the cold years
forever
As mãos tremiam enquanto ele procurava o isqueiro no bolso. Tremiam enquanto ele o levava até o cigarro nos lábios e, pelos céus, tremiam até quando ele pôs as mãos nos bolsos, completamente destroçado.
- Eu sinto muito, mas não consigo, não consigo fazer isso.
- O que há de errado agora? Não é grande coisa...
- Grande coisa?! Por acaso você está fora de si? Não compreende o que estou prestes a fazer?
- Casar-se. - Era simples, não havia razão para que ele temesse tão profundamente aquele casamento. - Você vive com essa pessoa há três anos, já são casados na prática. O que farão hoje, meu caro amigo, não passa da consumação desse fato.
- É oficial, é oficial..
- E por acaso não é oficial quando você abre os olhos pela manhã e encontra os olhos dela? Não é oficial quando vocês riem juntos lembrando as histórias do passado? Não é oficial quando você diz, com toda a sinceridade e a vontade do mundo, o quanto a ama?
- Talvez... Talvez você tenha razão. Mas a partir de hoje é como se eu não pudesse mais me arrepender e simplesmente ir embora...
- Não viva sua vida preocupado com as chances de ir embora, de desistir.
As mãos pararam de tremer.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

From Grace.

Eu acho que você não entende como é a dor de um coração partido. E também acho que se isso for verdade, não posso te culpar. Porque essa seria só mais uma das suas limitações, e eu tento ao máximo entender todas elas e, quando possível, perdoar. Você diz que me ama, e eu realmente acredito que me ame. E quando você me faz cobranças absurdas, exalta meus defeitos e me trata como se eu fosse seu mais absoluto pesadelo natalino, eu sei que isso não diminui seu amor por mim. É que você não compreende que o amor não é uma magia invencível e sim uma construção frágil, que precisa ser mantida por dois. E você não compreende que as feridas que eu tenho por dentro me fazem estéril pra tudo que eu mais admirava em você. Me desculpe, me desculpe se eu não posso mais ser a mesma de antes, aquela que te encantava e de quem você não podia reclamar. O tempo passou pra nós dois, e agora eu vejo que mesmo que nos amemos, não podemos ficar juntos para sempre. O que não deixa de ser uma grande pena, claro. Como todas as coisas bonitas do mundo, que se acabam e só deixam pra trás uns poucos tolos para lamentar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Não me importo mais com metade das coisas do mundo, e os santos nunca me agradaram. Levo comigo as memórias. Os toques permissivos que recebia nas camas e nos bares, os agrados, os sorrisos, os olhares e as torturas. Mas não quero o cargo de profeta, nem de poeta. Eu não sou daqui.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tantas coisas que eu poderia ter feito, inúmeros caminhos que eu poderia ter escolhido percorrer. Alguns deles certamente sozinho, outros talvez acompanhado, mesmo que fosse somente pela amargura. Ah, não vou perder tempo enumerando os dias que eu perdi por medo, nem os fatos que deixei de viver por simples assombro. As oportunidades, todas, se esvairam pelo chão, pelos cantos da minha alma. Mas não estou triste, essa não é a palavra correta, tampouco o sentimento correto. Talvez fosse melhor dizer um pouco desiludido, um pouco desinteressado, um pouco sem perspectivas. Mas claro que sempre fui assim. Não é a morte iminente que vai alterar a natureza da minha vida: um tédio total.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Você fica contando da nossa vida pra todo mundo, e quando eu vejo, já não somos dois, somos o mundo inteiro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

a: ele te leva do inferno ao céu
m: não é ele que leva, eu que sempre soube ir só.

milagres da aula de desenho

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Obrigada Por Ter Me Feito Sorrir Hoje

s o f r i m e n t o

Se você se afasta de mim, eu juro que me dá vontade de chorar. Não é que eu seja apaixonada por você, no sentido convencional homem x mulher. Mas seus olhos têm algo que me fazem lembrar do sol e eu não posso viver sem esse tipo de calor.
Covarde como sou, se pudesse escolher, não estaria agora sentindo esse aperto inexplicável no peito. Essa coisa que eu conheço tão bem, isso que se chama angústia, incerteza, solidão, dor... Mas se serve de lição, de aprendizado, pela primeira vez eu acho melhor enfrentar os fatos do que fugir de todos eles.
Meu irmão, amigo, parceiro nas incompreensões da vida, você pode voltar a me fazer sentir que sou tão especial para você quanto você é pra mim?


._.
choquei

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

hoje eu tô vestida mais ou menos assim:







faça a síntese, um beijo


se eu fosse me descrever diria:

ela andava com o chapéu meio enfiado pelas orelhas
anéis nos dedos esquerdos e direitos, em cores díspares
um sorriso de disparate pra quem quer que a encarasse
todos esses atrevidos, estúpidos, burgueses

dentro daquela cabeça corria um rio gelado e quente
tudo ao mesmo tempo, um rio de cores e morte
tudo ao mesmo tempo, recriando os versos que ela conhecia
de kerouac, capote, nietzsche e do charles bukowski
respirava todas as influências dos almadiçoados
aqueles sonhos irreais, loucos e errados

não ia se pôr a cantar fora do ritmo
mas andava, comia, pensava e se fodia
toda pra cima e pra baixo de todas as linhas
da vida. da vida. da vida. da vida.
que mesmo que não parecesse tanto assim
ela amava mais do que qualquer outra coisa
nessa porra de mundo azul desbotado
esse mundo sofrido e calado pra caralho

e como ela gostava de saber que se conhecia
e que tinha por dentro de si toda a energia
de milhares de anos dos povos místicos e pagãos
tipo os índios, os gatos, os corvos e as penas de pavão
e que ela podia fazer e dizer coisas que ninguém mais sabia
porque era dela por direito essa força de expressão

e caralho, como ela AMAVA ser assim tão forte
por mais que fosse insegura e inexperiente
porque ela sabia o que era ser diferente
e se tinha crescido assim, ia assim até a morte

Regado com Tom Waits nos headphones.

Eu tô aqui parada, na frente da tua porta, no meio da tua rua. Imaginando se eu entro e te conto o que quero te contar. Ou se espero o impossível acontecer e você perceber tudo sozinho. É difícil, se você quer saber. Sou prática e positivista, mas ainda tenho medo do que pode acontecer. Acaso você diga que não é bem assim, e se afaste de mim, como ficarei? Sem sequer poder fingir pra todo mundo que eu sou tua melhor amiga? Sim, acredito ainda no poder de uma bela ilusão. Vou embora agora, sabe. Deixar que o destino, caso exista, cuide de nós dois e faça o que tiver que fazer. Enquanto ando por aí, ouvindo meus velhos blues de cabaña, sei que você sente que acabou de perder algo no ar. Meu amor, sabe, meu amor e meu belíssimo gosto musical. Mas um dia eu volto, entro na tua casa sem bater, com o pé na porta, e te conto tudo que tenho pra contar. Talvez até musique nossa história e transforme esses acasos em canção pra ninar nossos filhos.

Ou não.

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre o amor de 18 anos.

Não é porque um relacionamento dura trinta anos que ele é calmo. Assim como não é porque dura um ano que ele é "fast". Eu entendo o que as pesssoas dizem, sobre um relacionamento estável e sereno, mas nessa idade é difícil (se não praticamente impossível) encontrar um relacionamento assim. Ninguém, é sério, NINGUÉM, de 18 anos tem experiência e emocional pra lidar bem com os problemas, as inseguranças e os sentimentos.
Você tem que começar a enxergar algumas oportunidades que perde, porque às vezes fica muito fechado nessa história do "amor sereno". Às vezes, por mais que tenha essas rusgas e "ebulição de sentimentos", no fundo o que vocês têm é uma relação afetiva bastante consolidada. Muitas vezes a gente fica tão obcecado pela dita "forma perfeita" de alguma coisa (nesse caso um amor) que não percebe que muitas vezes ele é certinho do jeito que é. Simplesmente assim.
Às vezes a gente acorda com o pé errado, pensa que pode fazer o que quiser sem se importar com as consequências ou com as outras pessoas. Mas não é bem assim. Nunca foi assim. E quase sempre é em dias como esse que todos os erros da sua vida assumem perspectivas assustadoras. E não existem rotas de fuga. Nada. N A D A F A Z P A R A R.

I'm stepping through the door

And I'm floating in the most peculiar way

And the stars look very different today

terça-feira, 16 de novembro de 2010

suppose you are me, not just supposing, but REALLY thinking and acting like me. then you have got legs, you know. doesn't matter if they are fat or thin, they are fucking yours. YOUR legs, not anyone else's legs. so, it's your choice if you are going use them or hide them. remember, I am not talking about legs as sexual weapon, but legs as fucking peel that you can not pretend is not there, or put a lot of clothes on without burning in hell (damn, it is too much sun to not wear shorts). so, answer my question, and don't hurry, i can wait. WILL YOU USE YOUR LEGS OR LET THEM DIE BECAUSE PEOPLE THINK THEY CAN SAY WHATEVER THEY WANT WHEN YOU WALK DOWN THE STREETS ?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

um segundo é só o que você precisa, pra aprender que é mais forte do que jamais imaginaria. um segundo em frente ao pânico e à hesitação, sendo massivamente esmagado pelas incertezas. um simples e efêmero segundo. e é bom que você saiba disso desde já, porque nem sempre a vida te dá a chance de interpretar bem o valor do tempo perdido.

domingo, 14 de novembro de 2010

E você não faz por mim o que eu faço por você, porque:

Ao contrário do que todos parecem crer, o amor não é uma dor, não é exatamente passível de escolhas arbitrárias ou um produto que possa ser mensurado e vendido nos bazares de ponta de esquina. Na verdade, como me disse Laurie, o amor não passa de uma palavra, um som, que erroneamente vem sendo vinculada à uma carga de sentimento experimentado pelos seres humanos. Esse sentimento (ou melhor, variados sentimentos) é que é extremamente pessoal, enigmático, inexplicável e do livre-arbítrio. Quem pode me dizer que todos "amam" igual ? Por fim, o amor não tem sentido. E mesmo assim, mesmo sabendo que não precisamos nos justificar com palavras, inventamos de amar e literalmente morrer de amor. Chega a ser hilário, não chega ?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SHE IS SO EVIL ALMOST MADE ME CRY

except for the fact she was also me mine

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

the meaning of life:

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but before of it happens, make sure you had a lot of fun

porque somos assim ?

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porque somos inseguros, porque o amor nunca é calmo, porque o sexo deve ser elétrico e enérgico. porque a inquietude nos domina, porque gostamos de jogos, porque a tensão nos excita.

Nossos conhecidos dizem que não sabem se foi alguma coisa, que provavelmente foi só música te conectando com as tuas coisas felizes, e por isso você ficou todo como ficou. Mas eu sei que quando alguém finalmente vê na gente algo que mora ali desde sempre e que ninguém mais vê, é mágico. Sei que se seus olhos marejam é porque eu te alcanço de uma forma diferente do que você costuma ver, com tanta facilidade que até assombra. Te faz pensar em coisas como destino e possíveis erros do coração. Mas não pense, porque isso não existe. Quando alguém como eu fala essas coisas, é de coração e é verdade, e quando alguém como você ouve essas coisas, percebe que o mundo tem mais sentido do que sempre pareceu ter. Se fossem outras duas almas, talvez não tivesse todo o significado que tem pra gente. Fico feliz que sejamos nós dois então, porque isso tudo é muito lindo.


"*isso foi mérito do b.
*talvez um pouco mesclado comigo
*HAUAHUAHAUHAUAHAUH
*mas foi o b.
*foi o contexto das emoções né"

Livre interpretação artística sobre Banhart, Devendra


ou Banhartismo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

nossa, morri duas vezes


DO REGE

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

que coisa mais foda

...e eu tenho um corpo que não condiz com a mente que não condiz com o espírito que não condiz em nada com o tempo...

algo sobre o que nos une

De um sonho dourado, de um carro vagabundo, de um conto mal retratado pelos artistas noturnos, mais um pedaço de mim. Daquela viagem esquisita demais, despropositada, do descontrole emocional e dos nervos em frangalhos, adoro viver os extremos. E você, que me sorria, eu sabia que tinha mais era vontade de me ver morrer. Pudera, eu era absolutamente desprezível. Se um dia o destino nos colocasse (hipoteticamente falando, claro), dos dois lados opostos de uma mesa, ambas as mãos sobre a madeira, e uma faca entre nós dois, nos beijaríamos ou nos mataríamos ?
Sinto que não sei a resposta ainda. Sinto que jamais saberei, a menos que as hipóteses se tornem a realidade. Querido, sinto que é por isso que eu não posso te deixar. O frisson da inquietude me faz amar te amar, entende? Porque só te amar nunca seria o bastante pra mim.

domingo, 7 de novembro de 2010

THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW ♥







devo ter gostado desse filme porque o Frank N Furter é praticamente meu irmão rs

http://www.francescofrancavilla.com/


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

clichê: meu sangue literalmente ferve quando você passa perto, gato

/é tenso isso hein marcela, vou te contar.
Truth, lie, to live or die.

Makes no difference you

never gonna fuckin' try.

vermelho iz.i



olhos vermelhos, nariz vermelho.
lábios vermelhos, língua vermelha.
bochechas vermelhas, orelhas vermelhas.
sapatos vermelhos, camisa vermelha.
pensamento azul.
não esperava por essa não é?

dead poetry


plastic world
fashionable dreams
whose are those scarves you wear?
just in case you don't know
they are my possession
and still
still you don't care
because
you are so empty
in this plastic world
that nothing means a thing
even the pretty act
of lending you a hand
B I T C H (:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu não sou de sorrir demais pros outros na rua ou de ficar falando cordialmente com pessoas que não conheço. Provavelmente essa situação revela muito mais da minha insegurança do que da minha possível maldade, mas assim é que as coisas são. E veja, como dizem os mais simplistas, e como eu quero acreditar agora, basta se divertir, dizer sim pro que importa, e as coisas vão se encaminhando naturalmente. Eu gosto dessa perspectiva, porque fazer planos não é comigo!