qualquer coisa grite meu nome:

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

(Eu) Parto de um romance.

                   Não vamos ficar juntos para sempre. Não vamos sequer ficar juntos por três anos. Eu vejo essa verdade clara na minha frente como quem vê os dedos escrevendo uma carta triste. É uma verdade triste também. Não daremos certo. Estar com você requer que eu abdique demais de quem sou. Não posso mais fazer isso porque dói. Me magoa. Sou desconfiada, a cada dia que passa desse jeito, nessa brincadeira torta, menos eu desejo estar com você. Não vai dar certo.

                   Eu me enganei. Gosto de romance. Quero alguém que possa sair comigo, exatamente porque eu não gosto de sair. Alguém que me mostre coisas que eu não conheço. Alguém que me compre presentes em troca dos presentes que eu lhe dou. Alguém que desenhe pra mim, que me desenhe, alguém que mostra que me ama ao invés de só falar. O mais frustrante é que eu sei que tudo isso que quero, essa pessoa brilhante e maravilhosa, mora dentro de você. Assustada demais pra sair, por enquanto. Eu poderia esperar, achei que poderia esperar, mas me enganei.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Devendra Banhart.

Sinceramente, ele é um homem muito bonito. O tipo de beleza clássica em que trejeitos descontraídos sempre cairão bem. O amor de Devendra é o flerte que ele nos proporciona com o bucólico estilo boêmio de viver. Suas tatuagens, suas roupas, suas músicas, suas eras de cabelos compridos e vidas nas ruas ornam os negros cabelos sedosos, o nariz bem-feito e o maxilar quadrado que se espera de homens de negócios bem resolvidos dos filmes de hollywood. Devendra é o must, porque nos brinda com contradições muito agradáveis. A ideia dele tem cheiro de sal, canela, madeira, hortelã e frutas. Ele é leve, natural, agradável, afável, e, no entanto, sabemos que ele morde. É o jeito que seus olhos nos encaram quando esquecemos de prestar atenção nos detalhes alegóricos da pessoa de Devendra e nos concentramos apenas no que ele parece querer nos dizer.





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eventualmente, hei de entender porque não comemoro as conquistas cotidianas como os outros que me cercam o fazem. Aprenderei porque não me importo com as pequenas coisas que parecem grandes aos olhos dos outros. Porque, anti-natural por minha natureza, não me deixo acreditar em amizades e em conquistas. Um dia.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Você foi de "só você me faz sentir melhor" para "eu odeio saber que falar contigo me deixa pior". E o fato de eu não saber se a culpa é minha ou não é horrível. Eu fico aqui sozinha, triste, culpada e me sentindo errada.

Love is weird.

Eu não te convidei, eu não te pedi, eu não te queria aqui. Eu nunca quis amar alguém, é horrível ser vulnerável. Você sabe o quão estúpida me sinto por me importar com coisas tão pequenas? Por favor, por favor, vá embora.

domingo, 23 de dezembro de 2012

untitled


The smell of coffee is on my brains
i cannot feel it, i cannot
It's only a mouth, but you know
It's a heart shaped mouth
I think I like it


I shouldn't worry, just don't worry
Anger doesn't define me
as well as lust doesn't define me
I shouldn't care, as a matter of fact, to define me at all
I guess I'll never be that cool


The kind of cool with dark shadows eyes and red hair
The kind of cool that have sex on the woods
But I guess it's cool too
At least I'm not going to die so soon
Will I?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Saudades.


Saudades. Saudades. Sau Da Des. S A U D A D E S.

De pegar tua mão na minha, de pegar teus dedos nos meus, de olhar pra ti e rir, e lembrar o quão bonito tu és, e saudades de te ter dentro dos meus olhos, e saudades desse peito teu, vibrando perto da minha cabeça. E saudades. Saudades de rir dos teus beijos loucos, e saudade de, louca, te beijar os risos. Saudades de me sentir bem do teu lado. Só saudades.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tão completamente patética e inútil, a habilidade de focar-se em realizar pequenas coisas se esvai. Deixo que um simples comprimido tome conta dos meus dias, sinto-me uma farsa. O que sou, afinal?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Monstro.


Quando eu era criança conheci um homem na esquina de casa. Vestia calças marrons e uma camiseta com dizeres populares estampados. Era feio. Não por fora, sim por dentro. Dava pra ver a podridão da mente dele nos olhos que me encaravam, eram olhos quentes, mas não quentes de macios e vivos. Eram olhos quentes de malícia e raiva acorrentada. Talvez ele me odiasse. Nunca conversamos.

Nunca quis conversar com ele, e ele... De todas as coisas que quis fazer comigo, conversar nunca esteve em seus planos.

Ele me deu um bicho. Um bicho que cresceu em mim desde meus nove anos e continua aqui dentro comigo. Curiosamente, nunca pensei em dar um nome ao meu bicho. Talvez eu devesse chama-lo de Adaílton. É uma coisa feia que me consome e eu gostaria que não fizesse parte de mim, mas às vezes afago esse meu bicho. E, às vezes, quando suas presas não pressionam meu coração, sinto um grande incômodo. Sei que é paradoxal, mas a ausência de dor me dói. Meu bicho cresce porque eu sempre fui um bom pasto pra esse bicho. Mesmo antes de conhecer o Adaílton.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

marcela eu sou, morrerei assim, mais cedo do que tarde, como parece a mim

I look at you in the dark and all I see is a fucking smile, as if you  believed you are so much better than me. Am I going mad again? I hate the feeling of using all I can to keep me sane and still being unable to save myself. I hate the feeling of getting dumber as time passes by me and all I can do is getting older and miserably failing to do anything.. I hate the feeling of being a dream, someone's dream (a very lazy mind's dream). I'm tired, doesn't quite matter how much I play the game, how hard I deceive my soul, it will always get me in the end. Who I am will always get me in the end. I'm fucking giving up again...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012


stormson is arriving into the shore.

when he goes down the sea,
to fight strangers we've never seen, 
he feels nothing

untill he comes home again

he swings his sword
delivering the earth new and old blood
I wish there are more bruises to heal
with my warm touch again

as my body and soul are his, my bed is his bed too
but on every first night we lay on the ground
and we make love on the valley, under the stars
and he feels something again
he feels bliss.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vem me dar o teu amor que dele eu quero tanto 

O ápice do que sinto até que é simples 

Quero ver o que há de bom e de ruim – e o que há de mais ou menos – nesse mundo
 (do teu lado) 

Não porque eu precise, mas porque eu escolho a ti
                                                                       (todos os dias) 

E se não me engano, o amor que nasce espontâneo é o que há de mais bonito
                                                                                                              (nesse mundo)

olha só que bom que é gostar de gostar de ti

"tenho vontade de fazer muitas coisas com você, de deixar você ser meu 'projeto' e de as vezes ser teu projeto também. entenda, gosto de imaginar de tudo um pouco contigo, desde as coisas mais singelas e comuns, como ver tv e dormir de ladinho um pro outro, como coisas que gosto de imaginar que quase só a gente faz e gosta. quero brincar contigo, quero que tu me deixes brincar contigo, realizar todos os clichês que eu já imaginei. sim, transar e fumar uns cigarros depois, sim, me deixar te vestir com roupas de mulher só porque eu acho sexy, sim, me deixar raspar teu pentelhos no formato de cruz. não porque é preciso, mas porque eu penso ~porque não?~ porque do teu lado eu acho que qualquer coisa é boa e divertida e me deixa feliz. e não, eu não me importo que você goste de outras meninas e tenha outras relações, e não me importo de fazer a mesma coisa, sabe porque? porque eu te amo e eu sei que tu me amas, e isso é muito maior do que qualquer coisa que fomos ensinados a acreditar, pelos filmes, pelos livros, pelos nossos pais. eu gosto de imaginar os dias em que tu vais sair de casa e pegar tuas ~biscates~ e voltar pra casa e a gente vai rir dos momentos atrapalhados de vocês dois, e do quanto tu gostou disso. às vezes eu vou ter um pouco de ciúme, se tu gostar muito do beijo de uma delas ou de como ela é na cama, mas esse ciúme vai ser uma vontade de te mostrar que eu sou ~melhor~, uma vontade de te jogar na cama e te destruir, acabar com todas as tuas ideias de ser pensante e te deixar só pau e boca e língua e pescoço. não é ciúmes de tristeza, não é ciúmes de mágoa, nada disso. eu pensei que tu soubesses, mas não tem problema falar mais uma vez <3>

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

minha mãe diz


Minha psiquiatra diz
que sou sensível
e ela também diz
que isso é um dom.
E minha mãe diz
que sempre fui assim
e eu não sei se estão tentando
me enganar.

Enquanto isso,

eu espero. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu queria, mesmo, de verdade, que esse incômodo passasse e eu pudesse esquecer você. Ah, não é fácil sentir que a pessoa de lá parece não se importar comigo, quer dizer, a gente entende não ter saco, mas não ter respeito é degradante...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sinceras e inusitadas desculpas provindas do meu coração pulsante, em 08/2012:

Queridos,

Caso tenham percebido que esta dita cuja, que, ocasionalmente, como quem não quer nada, posta neste blog, parece que não liga quando os senhores comentam ou dividem os causos de suas vidas aqui, saibam que o fato não se firma. Ela, a mesma que de si fala em terceira pessoa no presente momento, os adora. Adora e devora cada palavra que às vezes vence o árido e inóspito ambiente da área de comentários nas postagens. O que a impede de ser participativa e dar um feedback amigo é o simples fato de que ela prefere fingir que não sabe algumas pessoas acabam lendo as coisas torpes que saem de sua mente estranha - mas eu repito, no fundo ela ama que seja assim.


Atenciosamente,
Moí.

oi?

Dizer que recomendo esse aqui é relativamente pouco.. Sério, LEIAM E LEIAM MUITO!

PS: Hillé, quero trabalhar com vocêêê! Juro que tenho muito amor e curto o grande e triste Nit [sic]. haha

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

aqui é um lugar sem nome, nem de todo mau
um lugar que às vezes me visita, porque sou eu quem fico parada no tempo, esperando
mas é um bom lugar, às vezes, eu acho, na maior parte das vezes
eu lembro de coisas que eram erradas, no passado - e se não rio também não choro

essa sensação que tanto repudiei agora me invade - mas é bem vinda
meu deus meu deus quanto tempo faz! não no tempo de fato, mas na minha mente...
quem eu era e quem eu sou agora? como é possível que eu seja a mesma pessoa se não sou nem mais ou menos igual?

parei de fazer promessas, nunca se cumpriam
agora ponho minhas forças em fazer coisas
que, suponho, mesmo quando dão errado são melhores do que o nada
por enquanto esse lugar vem sendo mais bom do que mau pra mim

por enquanto

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Entenda.

"Filha, eu te pari pro mundo, que agora é dono de você."
"Pai, foda-se essa merda, tudo que eu peço é pra ficar em paz pra poder morrer."

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Não faço o que faço por atenção, não se trata disso. Mas meus sentimentos são, muitas vezes, como veneno em mim e eu preciso extrair - ou distrair...
Não dá, não dá. Eu não consigo, não sou capaz. Tenho tanto medo. Acho que não é normal ter tanto medo de tudo. Sinto que estou morta, mas não estou triste. Prometo nunca mais ficar triste. A resignação me cabe melhor.

sexta-feira, 27 de julho de 2012


it tells a story

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Zamora, Calle en Venezuela.

Days without self-harm: 0

sexta-feira, 29 de junho de 2012

My god is a pill.


I pray for it, I fear it, I can’t live without it.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Não é meu, mas é como se fosse. Não tá comigo, mas é como se estivesse. Não era pra ser assim, mas é como é.

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Você nunca me amou Angelique, você quis me possuir. Sua maldição é não saber amar."

Minha maldição é não saber amar.

domingo, 3 de junho de 2012

Should I trust the movies
or should I trust reality?
I remember when I cared
maybe I should care again.
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Seems faster and easier than suicide. It's simply an asking for dying.
A água caindo sobre meus cabelos e caindo dos meus olhos, e eu só pensando em muitas coisas erradas que fiz, e em tudo de errado que sou. A dor é horrível, e é pior agora porque achei que tinha me livrado de tudo isso. Não sei o que é meu, o que é do remédio e o que é da suposta doença. Direi mais uma vez, provavelmente não a última, que estou cansada. Tentei pensar em alguém com quem pudesse conversar, alguém que não fosse eu mesma - alguém que me desse mais do que as acusações que ouço dentro da minha cabeça. Não havia ninguém. Nunca houve ninguém. Sempre estive sozinha com meus pensamentos, eu acho. E, mesmo assim, tentei. Liguei pra quem eu queria ouvir me dizer que tudo ficaria bem, que tudo sempre ficaria bem. Mas era longe, e era frio, e essa pessoa  fica com raiva de mim às vezes também.

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Would you like to say something before you leave?
Perhaps you'd care to state exactly how you feel
We say goodbye before we've said hello
I hardly even like you
I shouldn't care at all

Pink Floyd - Summer '68
Eu preciso esquecer-me. Não posso mais com isso. Vejo que conforme vamos, pior fica ao longos dos dias. Tenho receios. Acho que não nasci pra isso. Pra ser dois.

sexta-feira, 25 de maio de 2012


The Rose Bud Garden of Girls by Julia Margaret Cameron (1868)

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Moonchild - King Crimson

Chamam-na filha da lua

Dançando na quietude de um rio

Solitária filha da lua

Sonhando na sombra

de um vimeiro


Falando para as árvores

De estranhas espirais

Dormindo nos degraus de uma fonte

Agitando a magia para a

canção dos pássaros noturnos


Esperando pelo sol da montanha


Enquanto as pessoas não entenderem a diferença entre falar de fatos e falar de sentimentos, eu estarei segura.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

I'm getting tired again.

la mistique

Nada muda conforme passam-se os anos. As coisas apenas evoluem.

Dreaming - What's the point of living?

"Na iminência de uma catástrofe qualquer."

É como me sinto quando baixo a guarda e surge de novo esse sentimento. Como se bombas pudesse erguer-se do solo e depois explodir de encontro ao meu peito a qualquer momento. É assustador, e essa é a pior parte. Pouco me serve saber que muito provavelmente nada acontecerá. O medo e essa certeza paranoica de coisas ruins se preparando para mim mais na frente é que me matam. A pressão no meu peito, a angústia, o cenho franzido e a vida sobrecarregada de frustração. Os sentidos estão exaltados, a visão é turva e inconsequente - parece-me que vejo tudo errado e concluo tudo errado a partir do que vejo. O que estou escutando agora? São meus pensamentos ou são minhas profecias? O mundo está torto e sou a única que o vê como deve ser ou sou uma farsa?

Pensamentos demais para uma só mente.
Eu amo os homens. E por muito tempo achei que eram superiores. Por muito e muito tempo achei que eu devia agradá-los e me adaptar para ser aceita - quase como se eu mesma não importasse tanto... Minto, eu não importava mesmo. Eram aqueles homens, certos e misteriosos, de longos cabelos e modos rudes - ainda que cultos, - homens de maxilares e veias fortes do trabalho e da sabedoria masculina, inexplicada, que deveriam ditar quem eu era. Eu deveria ser a mulher que estes homens gostassem, supostamente. Fina. Branca. Delicada. Pequena. Mimosa. Pura. Sem máculas.. Ah, logo eu, sem máculas...


Hoje não. Hoje construo um lugar na minha vida onde somente quem sou me importa. Onde eu; Grande, Forte, Laranja, Robusta, Viva, Ensandecida e com minhas máculas (justo estas que me fazem melhor) é que importo. Não serei a mulher que os homens querem. Serei minha mulher e meu homem. Do jeito que eu me quero e me gosto. Serei uma festa em mim. Me completarei.


segunda-feira, 7 de maio de 2012


Well, I guess there is a first time to everything.
as tears come down, my face moans, my face moans, turning into strange masks of myself
when I remember what I did to you, how I hurt you, even if it is not my intention to, I figure out it's ok to let you go
I'm the one to blame to.
don't do this
please please don't do
I'm feeling so
so 
I'm wiiling so
so

I miss your voice
coming soft into my ears
and your warm chest 
against my fingers

I kinda feel 
confused
without you
now

so please
please
don't do this
please
don't leave me in silence


(I know it's your right to, but it kills me)
E vai ficando cada vez mais difícil, cada vez mais complicado. É muito chato (pra dizer o mínimo) não ter você aqui.

domingo, 6 de maio de 2012

Estranho.

É que as vezes eu pareço que esqueço , mas te amo muito.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Midnight, midnight. Are your dreams still awake?

I take my pills, I go to my classes, I talk to my love. Still shit is shitty and nothing makes sense.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

E quem precisa de (mentiras) amor?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Anne Frank goes on and out on my life
Well, it's pretty understandable now that she is famous and I am... still alive.
Estava deitada, mas não dormia.
Talvez acordar fosse melhor do que sonhar.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Eu não sou boa o bastante. E isso não me preocupa.
Me preocupa apenas que as pessoas possam se iludir.
Não espere demais de mim. Eu dou o que posso.
E é comum que eu não possa muito.

terça-feira, 20 de março de 2012

Não se deve confiar, este ato, que configura a premissa da maior parte dos relacionamentos humanos, implica em doar suas emoções a outro ser, plenamente. Não se deve, jamais, doar suas emoções. Ele dirá que não machucará você, e é mentira - ainda que em seu ingênuo íntimo ele creia que jamais a machucará de fato. No momento ensolarado você dirá que sim, com um aceno de cabeça e um leve sorriso, dirá que acredita no que ele diz. Na sua cabeça, entretanto, a verdade é outra. "Diz que não vai me machucar, mas eu sei que vai chegar a hora em que, cego pela própria dor, dirá coisas que me machucarão, e nem sequer perceberá". E desde o começo você conhecia este fato, mas quando o sol se põe e a dor chega, sua cabeça falha, e a tranquilidade vai embora. O conhecimento é frequentemente posto de lado pela angústia que se abriga no vale profundo alojado no nosso peito. Sim, você sabia que um dia ele lhe causaria dor e mágoas, mas saber disso não é capaz de evitar que elas aparecem agora.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

*mas eu te amo,
*não esquece.
*tchau, menina
*porra, isso doi
*eu sou um idiota
*me desculpa.
*merda, to indo
*puta que pariu
*tchau.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sério, qual é o seu problema?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se desaprende a escrever, e se sente acorrentado ao escuro.

terça-feira, 15 de novembro de 2011




sábado, 12 de novembro de 2011


When the dice were cast
They laid a crazy path
We follow to our graves
But I know in a different world
We journey a different way
So we live
But life isn't what it seems
We're only living in our dreams
In another world

(You can believe I'll meet you here)
when body meets body, and mind eats mind
but I don't know you, so get the fuck off
Oh,
to care at least a while
just to believe

Oh,
to be someone that waits
enough to see

Oh,
to have a lover
and love him

Oh,
to simple live.





yet, so far it seems to be.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

eu achava que você era muito bonita, aí eu pensei melhor
e vi que na verdade não existe beleza

domingo, 6 de novembro de 2011

Há dor, sempre há dor. E, no entanto, não existe a outra face da moeda, aquela liga de força e vontade que leva as pessoas a esquecer, a passar por cima, a vencer. Não sou campeã de mundo nenhum, nem sequer do meu.
Um desejo insistente, originalmente antinatural, que se infla, e infla até abranger toda a minha natureza e me preencher por completo. Faz tempos que vivo assim, mas nunca percebi o mal que havia em deixar a dor dominar quem sou.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quebrada
Caindo
Sozinha
Perdendo
Esquecida
Sem sonhos
Vazia
Vazia
Vazia
Foi tomada por um profundo desgosto pela vida, o qual nunca antes tinha conhecido. Ouvia os que lhe diziam que deveria tentar, e até reconhecia os caminhos que lhe apontavam, mas sabia que não era o que ela desejava. O desgosto lhe corrompia tudo, desde os pequenos trabalhos e tarefas até as grandiosas músicas e os poucos sonhos. E ela sabia que estava morta muito antes de morrer, e, mesmo então, não sabia o que fazer.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

dezenove


Vou me dar o aniversário mais triste que puder, pra ver se tudo o mais que vier a partir daí pareça bom em comparação. Que os dias passem sem macular meu coração, que as pessoas não me intimidem mais, que eu não sofra por não saber quem sou.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


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"Make a choice" é sobre como é sempre mais fácil escolher o que se vê.

Sinto que o mês presente me assassina.
Na libra, escorpiões pesam-me a sina.




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Hygeia

Gustav Klimt

absence

Estou sempre voltando, raras vezes realmente indo. Andando em círculos. Revisitando. Sucessivamente. As coisas que não somem, apenas parecem estar perdidas. Sempre.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Crianças humildes correm atrás de mim, e perseguem sonhos que nascem em cipós de ouro ao redor dessas florestas. Na verdade não me importo, poderiam ser crianças caindo de estradas, e caindo depois em valas, e morrendo por velhos ideais que não entendo... que não entendemos - eu e as crianças. E me pergunto, será que um dia já fui assim? Às vezes acho que nasci contendo uma alma que já é velha, alma que percorreu souks e vestiu túnicas antes que a terra fosse tão salgada; que apertou a mão de reis e se viu escapar por pescoços cortados à mando destes mesmos reis... É que a vida é assim. Misteriosa.

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domingo, 14 de agosto de 2011

Ainda que existam os sonhos, parece-me que a tendência atual é que estes estejam sempre a uma certa distância que nos é incomensurável.
I feel tired embarrassed and confused.

A gente se cansa das coisas ruins e quer que desapareçam.
A gente esquece que é a gente que transforma o ruim em melhor.
Eu preciso aprender.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sinto-me, não entristecida ou deprimida, e sim asbtraída e abandonada. Como se tivesse saído de mim e esquecido o caminho de retorno, como se não soubesse mais quem sou ou o que me agrada.

sábado, 25 de junho de 2011

I am not going to lie to you - she said

Writing amuses me - she said

I can pretend I am not what I really am but somethig as amazing as what I write about - she said

I love the fact I can change the destiny and fate curves itself for me as I pass with my pen and pencils - she said

She was saying all these things and words were going out of her mind and going out of her mouth and floating directly to my brain and I felt

oh god I felt

I felt she said everything I wish to hear in my entire life

she said

I felt she said

quarta-feira, 8 de junho de 2011

I wish I could know if there are more girls like me, which love male beings over everything above. It's not about their gorgeous hair, fingers, hands, back, bones, muscles, tongues, eyes, smiles or confident air, it goes beyond. For me, a truly hero, the survivor, the warrior, my love, is the essence that lives on their souls. Well, I can't explain... It's just that's love for me is too complicated, for I don't love concrete things - I love spirits.
Ainda reside em minha memória, persistente como ramídeas selvagens, a necessidade e o prazer por ter amores platônicos. Não necessito, sobremaneira, alguém a quem possa fisicamente tocar ou sentir o pulso bater... Na verdade, acho desgastante esta relação física, pois habito perfeitamente satisfeita a terra da imaginação. Certamente hei de ser julgada e condenada na mente alheia, pois se trata de um vício individualista e incompreendido, mas não me importo. Não mesmo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Às vezes eu tenho essa consciência ferrenha de que as únicas pessoas que serei capaz de amar completamente - a ponto de realmente ser físico e inquestionável - são as que pertencem ao meu círculo familiar mais próximo, com as quais venho convivendo muito antes de qualquer acontecimento crítico anterior ao ódio instaurado no meu corpo. De resto, todos esqueletos e lembranças torpes do que eu não gosto, não admiro e não quero para mim.

Sou terrivelmente egoísta e odiosa, e todos deveria nutrir pela minha pessoa o sentimento que eu mesma me direciono.
A Oceania estava em guerra com a Lestásia: a Oceania sempre estivera em guerra com a Lestásia. Grande parte da literatura política dos últimos cinco anos tornara-se completamente obsoleta.

George Orwell, 1984.

domingo, 5 de junho de 2011

não quero que ninguém comente. parece até que esquecem que eu não gosto das pessoas. não, não saí. não fui porque não quis.
Lição de moral só requer uma credencial: moral. E você não a tem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

long time ago

domingo, 22 de maio de 2011

I loved you and it was not my fault.


Fazia frio, um frio daqueles que preenche as fantasias de natal de pessoas que moram em terras tropicais. Frio que passava pelas tramas de algodão e lã das minhas roupas mornas e congelava os ossos embaixo das minhas carnes. Eu sentia pena do peixe dourado no aquário diminuto sobre a mesinha do quarto, e decidi que encher o aquário com água morna da torneira era uma boa forma de aliviar esse sentimento obscuro.

Quando ergui o vidro contra meu corpo, o peixe boiou pateticamente seguindo a inércia dos meus movimentos. Um peixe que não tem forças sequer para contrapor as forças das águas ao seu redor é motivo suficientemente triste pra deixar muita gente refletindo sobre a injustiça do mundo... De qualquer forma, lancei um olhar sobre as escamas que não reluziam, que estavam agora amareladas, sujas e empobrecidas; traíndo o fulgor do dourado que antigamente brilhava refletindo o sol da janela.

Fui até a pia do banheiro e girei a torneira para o ponto morno. Testei a água com o dorso de minha mão e, satisfeita, posicionei o aquário sob a torneira. Imaginação minha ou não, vi o peixe abrir a boca extasiado, como quando mergulhamos muito fundo e no último minuto de ar e de fôlego rompemos novamente a superfície da água. Comecei a pensar em outras maneiras de manter meu companheiro vivo até o fim do inverno. Mais comida? Enrolar alguns cobertores em volta do aquário? Colocá-lo em cima do aquecedor? Guardar meu peixe dentro do forno - obviamente desligado?

Me distraí, e só no último segundo percebi que o peixe havia caido na pia e lutava com seus últimos instintos contra a pequena correnteza artificial que o puxava para o ralo. Cravei minhas unhas em seu rabo gelatinoso, o frio da porcelana ensopada enviando choques para o meu sistema nervoso, o peixe derretia sob meus dedos e no segundo seguinte, já não havia peixe nenhum. Ele se fora, ralo abaixo, junto com toda a água fria.

Voltei para o quarto, pus o aquário vazio sobre a mesa novamente e voltei a sentar na poltrona de leitura. Era sempre assim, em todo o lugar o inverno fazia suas vítimas, tragando a gente ralo abaixo, junto com todo o frio do mundo.

sábado, 21 de maio de 2011

Definately there is more to me to see on the world. As long as I know, we only survive for one reason: because we were strong enough to... and when you are strong, you can do whatever you want.

sábado, 7 de maio de 2011

Todas as coisas tristes que nos acontecem são guardadas dentro de lugares inacessíveis e escondidos, mas transponíveis. São coisas que transbordam e contaminam aqueles sentimentos de impassividade e as ambições da juventude. Nos acomodamos a ser amargos e hostis, crendo que a vida pede este comportamento. Nos acostumamos a ver inimigos por todos os lados porque nós mesmo somos estes inimigos.

There's all the more reason for laughing and crying
When you're younger and life isn't to hard at all
Drowse - Queen

terça-feira, 19 de abril de 2011

Você nunca me amou, não vamos nos enganar. Porque você nem sequer cogitou a possibilidade de me amar, só achava que era fácil estar comigo. Bom, não é.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

western dream

Não é que eu seja má pessoa, é que na maior parte das vezes não tenho paciência.
Parecia que tinha partido para qualquer outro lugar e esquecido de levar o corpo junto, que ficou para trás me encarando com os olhos muito vazios e tristes.

domingo, 10 de abril de 2011

Creio que eu tenha me apaixonado por ela naquele primeiro dia, quando a vi andar. O corpo todo me lembrava a forma estranha que o mar tem de jogar e seduzir a gente sobre as ondas. Era mais ou menos assim que eu via as coisas, que eu a via. Como um pedaço vivo de oceano que tivesse escapado do que deveria ter sido. Era bastante instintivo. E talvez essa peculiaridade explique o que eu não consigo explicar, que é porque eu não podia me afastar dela... Poucos homens sabem do que falo, mas aquela mulher era do tipo que você não pode esquecer, por mais que tente. Ela nos atrai e repulsa ao mesmo tempo. Creio que ainda a ame.

domingo, 3 de abril de 2011

heysátan

Não é que eu esteja cansada, é que não há nada melhor pra fazer. E nesse meu mundo quem manda sou eu, mas pra isso não posso aceitar ninguém aqui dentro. Todos ficam do lado de lá. Na verdade, não me importo mais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quando eu era mais jovem, acreditava em coisas que eram fáceis demais e não me importava com isso. Hoje, eu sonho, mesmo que não ache que estes sonhos possam vir a se realizar. Sou um ser humano ligeiramente fora de série, eu sei.

quarta-feira, 16 de março de 2011

It's a calming name like windowing
There's nobody else with your babe's little eyes
This is number fourteen out of how many tries
Your voice has a calming strain, all whispering


sexta-feira, 11 de março de 2011

sistema

O marido diz à vendedora que vá embora. E que não olhe para trás. E que leve todas as caixas. E que não sorria para a esposa.
A esposa se sente submissa, mas o pelo do novo casaco de pele parece que apaga o peso da submissão.
O marido sorri, acariciando as notas de dinheiro no bolso.
A vendedora vai embora, labutando, carregando as caixas cheias de sonho que nunca lhe pertenceram. Sonhos que ela vende para quem pode pagar. Pagar o dinheiro que também não vai lhe pertencer.

terça-feira, 1 de março de 2011

Estes são os dias em que invariavelmente me sinto cansada e sem perspectivas.